Conhece-te a ti mesmo... se puderes.

Quarta-feira, 5 de Outubro de 2016
À sexta foi de vez

Uma optima prenda para o nosso 5 de Outubro.

Guterres vence votação para secretário-geral da 

À sexta votação, António Guterres recebeu luz verde para a liderança da ONU.

 

O facto de os embaixadores dos quinze países membros do Conselho de Segurança da ONU terem aparecido juntos na votação indicia que o antigo primeiro-ministro português não foi vetado por nenhum dos cinco membros permanentes do Conselho.

Esta foi a primeira votação em que António Guterres concorreu com a búlgara Kristalina Georgieva, apoiada pela Alemanha e pelo Partido Popular Europeu (PPE).

Até agora, nas cinco votações realizadas, Guterres tinha conseguido a maioria de dois terços dos votos favoráveis dos membros do Conselho de Segurança, que é constituído por 15 países.

Na última votação, realizada a 29 de Setembro, o candidato português obteve 12 votos favoráveis, dois votos desfavoráveis e um voto sem opinião.

Nessa quinta votação, a seguir a Guterres, no segundo posto, ficou Vuk Jeremic, ex-presidente da Assembleia das Nações Unidas e antigo ministro dos Negócios Estrangeiros da Sérvia. O terceiro lugar coube a Miroslav Lajcak, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Eslováquia.



publicado por pimentaeouro às 16:46
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Quarta-feira, 7 de Setembro de 2016
Mas as crianças Senhor ?

Resultado de imagem para refugiados crianças

Porque lhe dais tanta dor, porque sofrem assim?

Vitimas da guerra, da pobreza ou de outras formas de violência, é alarmante o número de crianças que foram forçadas a abandonar as suas casas e, mesmo, os seus países. Relatório da Unicef é um alerta que a organização deixa a todos os governantes

 

Com tudo o que o número traduz em vulnerabilidade, pobreza e desenraizamento, pelo menos 50 milhões de crianças vivem deslocadas no mundo, depois de terem sido forçadas a abandonar as suas casas, alerta a Unicef.

O número consta do relatório “Desenraizadas: a crise que se agrava para crianças refugiadas e migrantes”, apresentado na terça-feira, e é um alerta que a organização das Nações Unidas deixa aos governantes, com a certeza de que se nada for feito, a realidade continuará a agravar-se.

Por causa dos diferentes conflitos e da violência, cerca de 28 milhões de crianças tiveram de partir. As que a guerra não ‘empurrou’ para fora de casa, a isso foram forçadas pela pobreza extrema ou pelas mudanças climáticas.

 



publicado por pimentaeouro às 11:21
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Domingo, 31 de Julho de 2016
Trinta anos de retrocesso

 

Começam-se a perceber os contornos do golpe militar na Turquia, país que já teve vários.

O contra golpe de Ergodan representa um retrocesso na incipiente democracia turca. Só se encontra algo parecido nas ditaduras militares da América Latina nos anos 70 e 80.

A tradição de violência naquele país é de muito mau augúrio. Depois disto adeus à adesão a U.E. (logicamente a Turquia devia ser expulsa na Nato, onde supostamente só podem estar regimes democráticos.



publicado por pimentaeouro às 15:38
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Domingo, 10 de Julho de 2016
O crime compensa

O crime compensa, a politica também. Durão Barroso da militancia no MRPP tirocinou na Comissão Europeia e passou a director do Goldman Sachs. O que é o Goldman Sachs?

O livro «O Banco» como o Goldman Sachs dirige o Mundo», do jornalista Marc Roche, edição de A esfera dos Livros, explica o que é este polvo.

O Banco,

«Eu faço o trabalho de Deus» esta frase do director-executivo do Goldman Sach, Lloyd Blankfein, resume a sede de poder de “O Banco”: a firma que dirige o mundo no maior secretismo. Por detrás de uma lei do silencio que nunca alguém ousou quebrar desde a sua fundação em 1.868, o Goldman, ou GS, como se diz em Wall Street ou na City londrina – as duas grandes praças financeiras mundiais – pode realmente domonar o planeta? E se a resposta é «sim»… Como?...

… A saga do Goldman Sach é, na verdade, um thriller financeiro fascinante e implacável, que aqui nos é revelado pelo jornalista de economia frances, Mar Roche, que entre Nova Iorque, Bruxelas, Washingtone Londres, tentou compreender como funciona este feudo financeiro.

Mario Draghi director do Banco Central Europeu foi vice-presidente do Goldman Sachs entre 2.002 e 2.005: os fariseus protejem-se!

O que revela esta passagem de Durão Barroso da Comissão Europeia para “O Banco”? O casamento perfeito das instituições europeias com a banca internacional e os grandes especuladores financeiros. Acreditar na solidariedade da U.E. é o mesmo que acreditar que os lobos são vegetarianos.



publicado por pimentaeouro às 15:51
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Quinta-feira, 16 de Junho de 2016
Arábia Saudita

 

Sua magestade  quer reformar o pais - reformar o irreformável - e passar do feudalismo para as primeiras décadas do século XX. 

Acontece que para operar essa transformação é preciso partir a cabeça dos homens ao meio, meter as reformas lá dentro e coser a cabeça. Pago para ver.

 

 

A Arábia Saudita é uma monarquia absoluta teocrática, embora, de acordo com a Lei Básica da Arábia Saudita adotada por decreto real em 1992, o rei deve estar de acordo com a Sharia (isto é, a lei islâmica) e o Alcorão. O Alcorão e a Sunnah(as tradições de Maomé) são declarados como a constituição e nenhuma constituição moderna já foi escrita para o país. A Arábia Saudita é o único país árabe onde nunca houve eleições nacionais, desde a sua criação. Partidos políticos ou eleições nacionais são proibidas e, de acordo com Índice de Democracia de 2010 feito The Economist, o governo saudita era o sétimo regime mais autoritário do mundo, entre os 167 países avaliados na pesquisa.

Na ausência de eleições nacionais e de partidos políticos, a política na saudita ocorre em duas arenas distintas: entre afamília real, a Casa de Saud, e entre os monarcas e o resto da sociedade. Fora da família Saud, a participação no processo político é limitada a um pequeno segmento da população e assume um tipo de consultoria da família real sobre decisões importantes. Este processo não é divulgado pela mídia local.

Por costume, todos os homens maiores de idade têm o direito de petição ao rei diretamente através da reunião tribal tradicional conhecida como majlis. Em muitos aspectos, a abordagem de governo difere pouco do sistema tradicional de regra tribal. A identidade tribal continua forte no país e, fora da família real, a influência política é frequentemente determinada pela afiliação tribal, com xeques tribais mantendo um grau considerável de influência sobre eventos locais e nacionais. Como mencionado anteriormente, nos últimos anos tem havido medidas limitadas para ampliar a participação política, como a criação do Conselho Consultivo no início de 1990 e do Fórum de Diálogo Nacional em 2003.

O governo da família Saud enfrenta oposição política a partir de quatro fontes: ativismo islâmico sunita, principalmente a Província Oriental; críticos liberais; minoriaxiita; e antigos adversários tribais e regionais (por exemplo, no Hejaz). Destes, os ativistas islâmicos foram a ameaça mais importante para o regime e nos últimos anos perpetraram uma série de atos violentos ou terroristas no país. No entanto, protestos populares abertamente contra o governo, mesmo que pacíficos, não são tolerados.

A Arábia Saudita é o único país do mundo que proíbe as mulheres de dirigir. Em 25 de setembro de 2011, o rei Abdullah anunciou que as mulheres terão o direito de se candidatar e votar nas futuras eleições locais e se juntar ao conselho consultivo Shura como membros de pleno direito.

 

 


publicado por pimentaeouro às 21:01
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Sábado, 21 de Maio de 2016
A era do medo
 

 

 

A ditadura financeira que  parasita a economia e os Estados exerce uma  nova forma de exploração que nunca havíamos conhecido.

Já não é o capitalista distante sem nome, são grupos anónimos e invisíveis de especuladores financeiros que manipulam e decidem o nosso destino, o destino de milhões de seres humanos.

O nosso modo de vida, as certezas que tinhamos por adquiridas, os direitos e garantias, conquistados com um século de lutas, estão a esboroar-se ao sabor da súbida das taxas de juros, dos empréstimos em condições draconianas e da submissão dos Estados aos programas humilhantes e desumanos de austeridade.

Os humores, caprichos, interesses ocultos  dos mercados financeiros e das agências de rating (máfias financeiras) diminuem dráticamente os nossos rendimentos e as prestações do Estado Social: numa palavra, empobrecem-nos.

Com a escalada da austeridade, chamada de, ajustamentos, o medo instala-se.

Medo de perder o emprego, medo de não pagar a prestação da casa, medo de não ter dinheiro que chegue para comer, medo do futuro dos filhos e dos netos, medo sem esperamça.

À nossa volta o mundo esboroa-se: familiares, colegas de trabalho, amigos que caem na miséria: jovens sem emprego e sem futuro: um mundo que nunca imaginámos que pudesse acontecer.

Estamos a viver um retrocesso civilizacional de cerca de cem anos em nome da sacrossanta liberdade dos mercados, um dogma medieval.

 



publicado por pimentaeouro às 20:38
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Domingo, 24 de Abril de 2016
É eterna

 

 

A chamada revolução cubana  conta já com 60 anitos e parece que ainda não acabou, que Cuba ainda não pode ter um regime democrático decente. É esta a conclusão, entre outras, que pode tirar-se do discurso de Fidel de Castro no VII congresso do partido dele.

Com 90 anos Fidel não acredita que viva mais 5 anos para estar presente, como um fantasma no VIII congresso do partido único cubano. Provavelmente a história não conhece outra revolução tão longeva como a cubana para mal dos seus habitantes.

Voltando ao discurso de Fidel há várias pérolas: dissertou longamente sobre ideologia, teoria económica, o devir da História, o sistema solar, os dinossauros, a alimentação, a tecnologia, etc., sito o jornal Público não acrescento uma virgula.

Fidel esqueceu, o Comité Central e os delegados também que o salário médio do trabalhador cubano é de 25 dólares! O sistema solar é mais importante.



publicado por pimentaeouro às 20:11
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Terça-feira, 22 de Março de 2016
Quarto Mundo

( Centro histórico de Havana )

 

A visita de Obama a Cuba é um acto político histórico que só peca por tardio. Durante décadas sucessivos governos americanos ostracizaram Cuba e impuseram um embargo económico criminoso que o povo cubano está a pagar e ainda pagará por mais uma geração ou duas, para não dizer mais.

O salário médio dos trabalhadores cubanos (dos que têm emprego) é de cerca de 25 €, Isto significa que a maioria ganha cerca de 15€ e que muitos outros ganharão cerca de 35 €. Não pode ser feita uma equiparação directa com o nosso nível de vida, tem que ser levado em linha de conta o nível dos preços; muitos bens essenciais e outros produtos são de baixo preço. De qualquer modo existe um abismo entre o nível de vida de uma trabalhador cubano e um trabalhador português que ganha muito abaixo da média da U.E.

Este cenário dantesco tem dois réus: os governos americanos e o PC Cubano.

O partido comunista não soube criar aliados no plano internacional e no plano económico não soube diversificar a produção e reduzir acentuadamente a monocultura do açúcar.



publicado por pimentaeouro às 16:56
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Sexta-feira, 11 de Março de 2016
Cem anos

Resultado de imagem para primeira guerra mundial

 

Fez no passado dia 9 cem anos que começou a I Guerra Mundial, a primeira matança industrial da Humanidade.  Afonso Costa e a ala radical do Partido Democrático quiseram que Portugal entrasse na guerra por factores internos e externos.

No plano interno Afonso Costa queria tentar a união politica com os outros partidos que torna-se o país governável; uma união sagrada e patriótica. No plano externo pretendia defender as colónias de África cobiçadas pela nossa «aliada» Inglaterra e pela Alemanha. Estes dois países entre 1898 e 1912 realizaram reuniões secretas para partilharem entre si, colonizarem, Angola e Moçambique. Como na guerra estavam em campos opostos aqueles planos abortaram.

Os preparativos para a guerra foram a criação em Tancos, à pressa, do CEP, Corpo Expedicionário Português. Em Fevereiro de 1917 Portugal entra na guerra, supostamente como aliado da Inglaterra, na verdade como uma colónia sua: os nossos soldados eram transportados para França em navios ingleses, desarmados porque não tínhamos armamento, as armas e o treino militar foram-nos fornecidas pela Inglaterra, os nossos soldados estavam hierarquicamente subordinados aos oficiais ingleses: uma humilhação completa.

Paralelamente, tivemos que enviar soldados para defender Angola e Moçambique. Num país arruinado, com uma gravíssima crise económica, social e política, populações esfomeadas desfilavam nas ruas com bandeiras negras e assaltavam os armazéns e lojas para obterem comida, participar em duas guerras simultaneamente a milhares de quilómetros era pura patologia ideológica que roçava a loucura colectiva dos dirigentes políticos.

Para a maior parte dos soldados que iam «defender a pátria», Portugal era a casinha de adobo ou tijolo, o porco e dois palmos de terra para semear.

Um desastre e uma chacina anunciados, que disfarçamos com o monumento ao soldado desconhecido. Em Portugal, depois da guerra tudo ficou pior, mais fome, mais miséria, mais bombas de protesto.

 



publicado por pimentaeouro às 21:10
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Terça-feira, 8 de Dezembro de 2015
A vitória do Ocidente

Magna Carta chega a Lisboa para comemorar 800 anos de vida

É considerado o primeiro documento de salvaguarda da liberdade e do Estado de Direito. Concentra em si os princípios dos direitos humanos e influenciou a evolução política, social e jurídica até aos dias de hoje

 

A Magna Carta estabelece o princípio segundo o qual qualquer pessoa, incluindo a figura do rei, é igual perante a lei

A Magna Carta estabelece o princípio segundo o qual qualquer pessoa, incluindo a figura do rei, é igual perante a lei

Em 1215, o Rei João de Inglaterra estabelece por decreto o princípio segundo o qual qualquer pessoa, incluindo a figura do soberano, era igual perante a lei. O decreto é passado a documento e sobrevive a 800 anos de História naquilo a que se chamou a Magna Carta da Catedral de Hereford, em verdade a única cópia existente da vontade expressa pelo rei.

Num périplo pelo mundo, o documento que é considerado símbolo da liberdade e fundador da democracia, como hoje a conhecemos, chega esta segunda-feira a Lisboa, onde estará em exposição na Torre do Tombo até ao dia 12. Ao seu lado estarão disponíveis os originais de vários outros documentos relativos ao reinado de Afonso II de Portugal, contemporâneos da Magna Carta e que traduzem a inovação da política administrativa no contexto nacional. Com grande destaque, o público terá acesso ainda ao Tratado de Windsor de 1386, aquele que criou os alicerces das relações bilaterais que até hoje são mantidas entre Portugal e a Grã-Bretanha.

AS BASES DO ESTADO DE DIREITO

Historicamente, o decreto do Rei João marcou a sociedade de então e repercutiu-se em consequências vitais para a humanidade ao longo dos séculos. Uma das chaves mestras do documento dita que a prisão não deve existir sem a realização de um processo legal e estabelece a noção de julgamento assente na presença de um júri. Na sua cláusula n.º 39 estipula mesmo que "nenhum homem livre deve ser preso, exilado ou de alguma forma arruinado a não ser através de um julgamento pelos seus pares ou pela lei da terra". E é esta, aos olhos dos historiadores, a criação do princípio do Estado de Direito, que protege os indivíduos do castigo arbitrário.

É claro que a transformação social e política que a Magna Carta pressupõe não vai ser uma realidade na Idade Média, assente num sistema feudal rígido, mas os valores que preconiza vão sem dúvida inspirar a evolução da civilização ocidental de forma notória até aos dias de hoje.

OS VALORES DOS DIREITOS HUMANOS

Numa análise publicada no site da British Library, a fiel depositária da Magna Carta, o professor e historiador inglês Justin Fisher avança mesmo que é a partir deste princípio do Estado de Direito e de igualdade perante a lei que surge a inspiração para as declarações dos direitos humanos. Fisher fala da Bill of Rights, a lei britânica de 1689, fala Declaração dos Direitos do Homem e dos Cidadãos, francesa, de 1789, e fala da Bill of Rights norte-americana, de 1791. Sendo certo que no século XX muitos outros exemplos podiam ser apontados como documentos consequentes do decreto de 1215, o professor atem-se ao mais famoso, a Declaração Universal dos Direitos Humanos, adotada em 1984, e que enfatiza a necessidade de proteção a todos os homens dos direitos humanos fundamentais, independentemente da sua nacionalidade, raça, género ou crença.



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Segunda-feira, 7 de Dezembro de 2015
A vitória do Ocidente

Magna Carta chega a Lisboa para comemorar 800 anos de vida

É considerado o primeiro documento de salvaguarda da liberdade e do Estado de Direito. Concentra em si os princípios dos direitos humanos e influenciou a evolução política, social e jurídica até aos dias de hoje

 


A Magna Carta estabelece o princípio segundo o qual qualquer pessoa, incluindo a figura do rei, é igual perante a lei

Em 1215, o Rei João de Inglaterra estabelece por decreto o princípio segundo o qual qualquer pessoa, incluindo a figura do soberano, era igual perante a lei. O decreto é passado a documento e sobrevive a 800 anos de História naquilo a que se chamou a Magna Carta da Catedral de Hereford, em verdade a única cópia existente da vontade expressa pelo rei.

Num périplo pelo mundo, o documento que é considerado símbolo da liberdade e fundador da democracia, como hoje a conhecemos, chega esta segunda-feira a Lisboa, onde estará em exposição na Torre do Tombo até ao dia 12. Ao seu lado estarão disponíveis os originais de vários outros documentos relativos ao reinado de Afonso II de Portugal, contemporâneos da Magna Carta e que traduzem a inovação da política administrativa no contexto nacional. Com grande destaque, o público terá acesso ainda ao Tratado de Windsor de 1386, aquele que criou os alicerces das relações bilaterais que até hoje são mantidas entre Portugal e a Grã-Bretanha.

AS BASES DO ESTADO DE DIREITO

Historicamente, o decreto do Rei João marcou a sociedade de então e repercutiu-se em consequências vitais para a humanidade ao longo dos séculos. Uma das chaves mestras do documento dita que a prisão não deve existir sem a realização de um processo legal e estabelece a noção de julgamento assente na presença de um júri. Na sua cláusula n.º 39 estipula mesmo que "nenhum homem livre deve ser preso, exilado ou de alguma forma arruinado a não ser através de um julgamento pelos seus pares ou pela lei da terra". E é esta, aos olhos dos historiadores, a criação do princípio do Estado de Direito, que protege os indivíduos do castigo arbitrário.

É claro que a transformação social e política que a Magna Carta pressupõe não vai ser uma realidade na Idade Média, assente num sistema feudal rígido, mas os valores que preconiza vão sem dúvida inspirar a evolução da civilização ocidental de forma notória até aos dias de hoje.

OS VALORES DOS DIREITOS HUMANOS

Numa análise publicada no site da British Library, a fiel depositária da Magna Carta, o professor e historiador inglês Justin Fisher avança mesmo que é a partir deste princípio do Estado de Direito e de igualdade perante a lei que surge a inspiração para as declarações dos direitos humanos. Fisher fala da Bill of Rights, a lei britânica de 1689, fala Declaração dos Direitos do Homem e dos Cidadãos, francesa, de 1789, e fala da Bill of Rights norte-americana, de 1791. Sendo certo que no século XX muitos outros exemplos podiam ser apontados como documentos consequentes do decreto de 1215, o professor atem-se ao mais famoso, a Declaração Universal dos Direitos Humanos, adotada em 1984, e que enfatiza a necessidade de proteção a todos os homens dos direitos humanos fundamentais, independentemente da sua nacionalidade, raça, género ou crença.



publicado por pimentaeouro às 10:44
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Outro ataque terrorista

Vitória de Marine le Pen nas regionais. França acorda em choque 

JULIEN WARNAND / LUSA

Imprensa francesa desta segunda-feira sublinha que a Frente Nacional é atualmente o primeiro partido de França

Basta um olhar pelas manchetes dos jornais L’humanité (comunista) e Le Figaro (direita conservadora) para se perceber o estado em ficou a França que não votou na Frente Nacional – FN, o partido nacionalista de Marine le Pen – na primeira volta das eleições regionais francesas.

Ambos os jornais, que habitualmente se opõem em tudo na política, escolheram o mesmo título - “O choque” – para comentar a vitória da FN, neste domingo, na primeira volta das eleições regionais.

Le Figaro diz que há um “vento de cólera” em França. L’Humanité apela à união dos “progressistas” para a segunda volta. Le Parisien, matutino popular, realça na primeira página a evidencia: “A FN às portas do poder”.

 

P.S.

Desta ve os terroristas são os próprios franceses.



publicado por pimentaeouro às 10:30
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Terça-feira, 22 de Setembro de 2015
Ponto final

A expressão amigos de Peniche é veneranda de mais de 400 anos e como acontece muitas vezes na história o seu significado original foi deturpado, de um insulto ao soldados ingleses que não apoiaram o prior do Crato, como era esperado, passou a uma ofensa aos naturais de Peniche: capricho dos séculos que passam.

No meu primeiro post comparei a hipocrisia dos lideres europeus, no problema dos refugiados, aos soldados ingleses. Carecia de qualquer sentido compará-los aos habitantes de Peniche por mais honrados que sejam, ou tão honrados como os habitantes de qualquer outro concelho: os habitantes de Peniche não têm o exclusivo da honradez, felizmente.

Aqui Del Rei, que insultei os habitantes de Peniche. Alguns visitantes até me deram lições de história, que dispenso porque não me interessa a história de Peniche mas a história que relata a evolução das sociedades: capricho meu.

Agora outras coisas me interessam como as eleições na Grécia.



publicado por pimentaeouro às 21:51
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Sábado, 19 de Setembro de 2015
Amigos de Peniche

 Resultado de imagem para refugiados

 

Os refugiados continuam a arriscar tudo, ou nada, porque nada têm para alcançar o El dourado que já não existe, nem para eles nem para nós.

Napoleão, megalómano, quis conquistar o Egipto, aventura que lhe saiu cara, mas nunca imaginou que estava a inaugurar a corrida dos países europeus, Inglaterra, França e também a Alemanha, para colonizarem o Próximo Oriente; seguiram-se décadas e décadas de políticas disparatadas que acentuaram a decadência dos países da região; em 1.930 os EUA aceleram a corrida ao ouro negro, também conhecido pelo "grande jogo".

O Ocidente criou o fermento dos fundamentalismo islamitas, até que chegou o "grande desastre".

Á Europa continuam a chegar milhares de refugiados todos os dias e ninguém sabe até quando: na Turquia 2 milhões e meio de refugiados esperam pela sua oportunidade: o "grande drama" é que na Europa não existe nenhuma solução para o problema: os discursos de solidariedade não passam de palavras que o vento leva para o esquecimento.



publicado por pimentaeouro às 13:50
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Segunda-feira, 13 de Julho de 2015
O enforcado

La dureza del pacto amenaza con desatar una crisis política en Grecia

"El Grexit ya pertenece al pasado", ha dicho Tsipras en Bruselas

Acuerdo en Grecia

Alexis Tsipras y el ministro de Finanzas, Euclides Tsakalotos, salen de la reunión en Bruselas. / ERIC VIDAL (REUTER)

 

Salvado el último escollo –el fondo de privatizaciones de activos públicos tendrá su sede en Grecia, como reclamaba el Gobierno de Alexis Tsipras, y no en Luxemburgo-, la consecución de un acuerdo con los socios ha dado un fugaz alivio a Atenas, algo parecido a un espejismo de solución. La dureza de las medidas exigidas por los socios y, sobre todo, la aprobación por el Parlamento griego de las mismas –por la vía de urgencia, antes de este miércoles- amenazan con desencadenar una crisis política inmediata, dadas las diferencias existentes en el grupo parlamentario del Gobierno y la pérdida de su mayoría absoluta en la Cámara. La tramitación saldrá adelante gracias al apoyo de los tres partidos de la oposición proeuropea, pero, según la mayoría de las fuentes, con un alto coste político para el Ejecutivo.



publicado por pimentaeouro às 11:23
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