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Sexta-feira, 2 de Dezembro de 2016
César Borgia

A sua vida inspirou Maquiavel a escrever o Principe, modelo de político sem escrupulos, que foi livro de cabeceira de várias cabeças coroadas da Europa e não só.

Viveu no Renascimento, época de luzes e sombras, de papas corruptos: no Renascimento cunhava-se moeda nas igrejas e violavam-se mulheres.

 

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César Bórgia (em italiano: Cesare Borgia; Roma, 13 de setembro de 1475 - Viana, 12 de março de 1507), foi um príncipe, cardeal e nobre italiano da Renascença europeia. O Duque de Valentinois era filho de Rodrigo Bórgia, eleitoPapa Alexandre VI em 1492, com Vannozza dei Cattanei[1]. Entre os seus irmãos estão Giovanni Bórgia, Lucrécia Bórgia e também Gioffre Bórgia. Além dos quatro mais conhecidos filhos de Rodrigo, existiram também meios-irmãos de mães desconhecidas, e entre eles está Pedro Luís de Borja e Girolama Borja.

Após o assassinato de seu irmão Giovanni, César abandona a carreira religiosa para tornar-se guerreiro, onde é nomeado Duque de Valentinois. César casou-se com a francesa Charlotte de Albret, e teve com ela uma filha, Luisa Bórgia. Conviveu com figuras ilustres como Leonardo da Vinci e Nicolau Maquiavel, inimigos de sua família, de forma que ele chegou ao ponto de prender Da Vinci para que ele construísse armas para seu exército. Seu poder e influência enfraqueceram após a morte de seu pai, o papa Alexandre VI, e sua sucessão pelo papa Júlio II, notável inimigo dos Bórgias. César chegou a ser preso, mas escapou da prisão, e foi morto na cidade de Viana, na Espanha.

  

Vida

Nascido em Roma, em setembro de 1475, como a maioria dos segundos filhos da nobreza italiana, César foi educado em seus primeiros anos para se tornar um homem da Igreja[2], como seu pai fora. Indubitavelmente seu caráter não era de um religioso[3]. Como o pai, César foi um sensual, e suas ligações femininas são amplamente reconhecidas desde sua adolescência. Foi apontado como amante de sua irmã Lucrécia Bórgia, embora tal informação não possua grandes confirmações. [carece de fontes]. Ainda no que diz respeito às suas relações com os irmãos, é sabido que Césarnão era muito amigável com Giovanni. Sobre sua ordem de nascença, há uma versão que diz ser Giovanni o mais velho dos filhos de Rodrigo e Vanozza; mas devido a uma série de bulas emitidas após o assassinato do rapaz, não é possível confirmar a informação.

Abandona a carreira eclesiástica - à qual nutria pouco gosto, utilizando como justificativa o assassinato do irmão Giovanni, a quem deveria substituir nos assuntos temporais, já que Giovanni era capitão das forças militares do papado. Feito Duque Valentino em 1498 pelo rei Luís XII de França, que queria um papa aliado, César Bórgia tornou-se modelo para o livro O Príncipe, de Maquiavel[4], com quem conviveu durante um tempo. Calculista e violento, tentou, com o apoio do pai, constituir um principado na Romanha em 1501[5]. César também esteve próximo da ilustre figura de Leonardo da Vinci, que trabalhava para ele como engenheiro e arquitecto, e a quem ornecia ao mesmo passe ilimitado para inspeccionar e orientar toda a construção em andamento e planejadas em seu domínio.

No dia 31 de dezembro de 1502, para se livrar de seus inimigos - dentre eles, Oliverotto de Fermo, convidou-os para seu palácio de Senigallia, depois aprisionou-os e assassinou-os. Após a morte de seu pai, foi encarcerado sucessivamente pelo papa Júlio II e pelo rei de Castela[6]. Escapando daquele reino, serviu como soldado no exército de Navarra - cujo rei era seu cunhado. Foi assassinado aos trinta e um anos, no ano de 1507, em Viana, no Reino de Navarra[7]. Está sepultado na Iglesia de Santa María de Viana, Viana, Navarra na Espanha.[8]

No cinema, César Bórgia foi representado por Orson Welles no filme Prince of Foxes. Foi também interpretado porFrançois Arnaud na série The Borgias, de Neil Jordan, finalizada em junho de 2013. E, ainda, na versão europeia produzida por Tom Fontana, Borgia: Faith and Fear, o personagem vem sendo encarnado pelo ator Mark Ryder.[carece de fontes]

No jogo Assassin's Creed: Brotherhood, César Bórgia assume o papel de principal antagonista, sendo ele hipoteticamente um Templário, inimigo da família Auditore. [carece de fontes]



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Segunda-feira, 17 de Outubro de 2016
Asoka

Asoka, também grafado Asoca[1], Açoka, Axoca ou Ashoka, também conhecido como Açocavardana (emdevanágari, अशोक Aśokaḥ)[2] (304 a.C.232 a.C.) foi um imperador indiano da dinastia máuria que reinou entre 273 e 232 a.C. Frequentemente citado como um dos maiores imperadores da Índia, Açoca reinou sobre a maior parte do território correspondente à Índia moderna depois de várias conquistas militares. Seu império estendia-se do atualPaquistão, Afeganistão e partes do Irã, a oeste, até Bengala e os atuais estados indianos de Assã, a leste, e deMysore, ao sul. Sua capital era em Mágada (atualmente no estado indiano de Biar). Ele converteu-se ao budismo, abandonando a tradição védica predominante, depois de testemunhar os massacres da guerra de Kalinga, que ele mesmo havia iniciado devido a seu desejo de conquista. Dedicou-se posteriormente à propagação do budismo na Ásiae estabeleceu monumentos marcando diversos lugares significativos na vida de Gautama Buda.

Seu título imperial em prácrito advém do devanágari Devanampriya Priyadarsi (देवानांप्रिय प्रियदर्शी "Aquele que é amado pelos deuses e que é amável para com todos") e Dhamma (धम्म "Que segue a lei, religioso, justo").

 

 
Império Máuria no reinado de Asoka, o Grande. O império se estendia do Irã a Bangladesh/Assam e daÁsia Central (Afeganistão) a Tamil Nadu/sul da Índia.

Revelando-se um general guerreiro impecável e um político astuto, Asoka passou a comandar vários regimentos do exército máuria. Sua crescente popularidade em todo o império fez seus irmãos mais velhos desconfiarem de suas chances de serem preferidos por Bindusara para se tornarem o próximo imperador. O mais velho deles, Susima, o tradicional herdeiro ao trono, convenceu Bindusara a enviar Asoka para reprimir uma revolta em Taxila, uma cidade no distrito noroeste da região paquistanesa de Punjab, onde o príncipe Susima era o governador. Taxila era um lugar muito inconstante por causa do estado de guerra entre a população indo-grega e da má gestão do próprio Susima. Isto levou à formação de diferentes milícias causando tumultos. Asoka consentiu e partiu para a área problemática. Quando as notícias da visita de Asoka com seu exército começaram a aparecer, ele foi saudado pelas milícias revoltante e a rebelião terminou sem um conflito (a província revoltou-se mais uma vez durante o reinado de Asoka, mas desta vez a revolta foi esmagada com punho de ferro).

O sucesso de Asoka deixou seus meio-irmãos mais desconfiados de suas intenções de se tornar o imperador e mais incitamentos de Susima levaram Bindusara a enviar Asoka para o exílio. Ele foi para Kalinga e lá permaneceu incógnito. Lá ele conheceu uma mulher pescadora chamada Kaurwaki, por quem ele se apaixonou. Recentemente foram encontradas inscrições indicando que ela viria a se tornar sua segunda ou terceira rainha.

Entretanto, houve novamente uma revolta violenta em Ujjain. O imperador Bindusara convocou Asoka a retornar do exílio depois de dois anos. Asoka foi para Ujjain e na batalha que se seguiu foi ferido, mas seus generais reprimiram a revolta. Asoka foi tratado de forma oculta para que os partidários do grupo de Susima não pudessem prejudicá-lo. Ele foi tratado por monges e monjas budistas. Nesta ocasião foi onde ele primeiro aprendeu os ensinamentos de Buda e foi também onde se encontrou com Devi, que foi sua enfermeira pessoal e filha de um comerciante da adjacenteVidisha. Após a recuperação, ele se casou com ela. Era completamente inaceitável para Bindusara que um de seus filhos se casasse com uma budista, por isso ele não permitiu a Asoka ficar em Pataliputra, mas em vez disso mandou-o de volta para Ujjain e o fez governador de Ujjain.

O ano seguinte foi de completa paz para ele e Devi estava prestes a ter seu primeiro filho. Entretanto, o Imperador Bindusara morreu. Quando a notícia do herdeiro ao trono prestes a nascer espalhou-se, o príncipe Susima planejou a execução do nascituro. No entanto, o assassino que veio para matar Devi e seu filho matou sua mãe em seu lugar. Nesta fase da sua vida, Asoka era conhecido por sua sede insaciável por guerras e campanhas lançadas para conquistar as terras de outros governantes e tornou-se conhecido como Chandashok (terrível Asoka; a palavra em sânscrito chanda significa cruel, feroz ou rude).

Tendo subido ao trono, Asoka expandiu o seu império ao longo dos oito anos seguintes, desde os limites atuais e regiões da Birmânia- Bangladesh e do estado de Assam na Índia no leste da território do atual Irã/Pérsia eAfeganistão, a oeste; desde a cordilheira Pamir no norte até quase à porção peninsular ao sul da Índia (ou seja, Tamil Nadu/Andhra Pradesh).

 


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Sábado, 15 de Outubro de 2016
Casa da Sabedoria

A Casa da Sabedoria ou Casa do saber (em árabe: بيت الحكمة‎; transl.: Bayt al-Hikmah) foi uma biblioteca e centro de traduções estabelecido à época do Califado Abássida, em Bagdá, no Iraque.[1] Foi uma instituição chave no "Movimento das traduções", tendo sido considerada o maior centro intelectual durante a Idade de Ouro do Islã.

A Casa da sabedoria foi fundada pelo califa Harune Arraxide, tendo atingido seu auge no reinado de seu filho Mamun (813-833). A Mamun, se credita o fato de ter atraído muitos eruditos conhecidos para compartir informação, ideias e cultura à Casa da sabedoria de Bagdá entre os séculos IX e XIII. Vários dos mestres muçulmanos mais eruditos fizeram parte deste importante centro educacional. Visavam a traduzir livros do persa para o árabe, além de preservar os livros existentes.[2]

Durante o reino de Mamun, foram estabelecidos observatórios, e a Casa tornou-se o centro de estudo indiscutido das humanidades e das ciências no Islão medieval, incluindo matemáticas, astronomia, medicina, alquimia e química, zoologia e geografia e cartografia. Baseados em textos persas, indianos e gregos, incluindo Pitágoras, Platão, Aristóteles, Hipócrates,Euclides, Plotino, Galeno, Sushruta, Charaka, Ariabata e Brahmagupta, os estudiosos acumularam uma grande coleção de saber mundial, e desenvolveram sobre essas bases as suas próprias descobertas. Bagdá era conhecida como a cidade mais rica do mundo e centro de desenvolvimento intelectual do momento, tendo uma população de mais de um milhão de habitantes e sendo a mais povoada da época.[3]


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Quarta-feira, 5 de Outubro de 2016
5 de Outubro

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Não foi o Partido Republicano que conquistou o poder, foi o regime monarquico que já estava moridundo. Alguns republicanos tinham consciencia disto: António José de Almeida afirmou "como é de 300.000 republicanos (talvez menos) podem governar 5,5 milhões de cidadãos, a maioria dos quais vivendo em zonas rurais, analfabetos, conservadores e muito dominadas pela Igreja e pelo cacaquismo local?"

Podemos acrescentar, como poderia sobreviver um regime democrático? Esta contradição foi fatal para a I República e os republicamos encarregaram-se de fazer o que faltava.

O programa dos republicanos era utópico: Democracia politica e econónica, sufragio universal, melhoria radical dos direitos sociais, instrução pública emancipação da mulher, anticlerialismo laicista, etc.

A I República nunca foi democratica, não poderia se-lo, teve vida curta, apenas 16 tumultuosos anos. O seu estado de graça foi curto, a agitação social e a violência começaram pouco depois de instaurado o regime e a participação tardia de Portugal na I Guerra Mundial agravou todos os problemas.



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Sábado, 1 de Outubro de 2016
Uma civilização brilhante

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A Civilização Persa

Neste resumo dos persas você vai descobrir que a civilização persa é uma das mais expressivas da antiguidade. Eles moravam na região da Mesopotâmia, em uma extensa faixa de planalto que ficava entre o Mar Cáspio e o Golfo Pérsico, onde hoje fica localizado o Irã. Ao contrário das civilizações que moram ao redor, os persas não moravam em um lugar com terras muito férteis, por isso passaram a invadir terras ao seu redor a fim de encontrar terra fértil e um bom lugar para o pastoreio. A principal diferença dos persas para outras civilizações da região era seu idioma. A identidade linguística se deu por volta dos anos 2000 a 1500 antes de Cristo. Eles formavam um grupo bastante eclético de indivíduos, que imigraram de diversas partes ou se tornaram persas por invasão


A princípio, os Persas eram dominados por outra civilização, conhecida como Medos. Aproximadamente em 558 antes de Cristo, os persas se revoltaram contra os altos impostos que os Medos, outra civilização que vivia ali cobravam deles. Assim decidiram invadir e conquistar toda a região da Mesopotâmia. Foi então que o Império Persa teve seus territórios aumentados, e sob o domínio iniciado por Ciro, tomava toda a região da Ásia Menor e parte do Oriente Médio.

Ciro foi conquistando outros povos, mas não proibia que mantivessem seus costumes. Ele concedia inclusive algumas regalias para altas classes que antes governavam os lugares conquistados, em troca de metais preciosos, alimentos e homens para o seu exército.

Após a morte de Ciro, outros imperadores continuaram com seu império e mantiveram as expansões. Para melhor controlar, dividiram o território em províncias e as chamaram de Satrapias. Eles tinham um controle bastante rígido da população que viviam nestes lugares e o mais conhecido imperador depois de Ciro foi Dario. Dario dominou a região da Ásia até os Vale do Rio Indo, chegando inclusive a algumas partes da Europa, onde estavam algumas colônias Gregas.

Dario foi o responsável por organizar o império em províncias, e nomeou pessoas de sua confiança para governá-las. Ele também foi o responsável pela construção de muitas estradas para facilitar a comunicação das províncias com o império. A mais famosa delas é a Estrada Real, que tinha mais de 2 mil km de extensão. Por ela passavam as caravanas dos mercadores, os exércitos e era por ela que iam os responsáveis por enviar a comunicação do império.

Dario também percebeu que ter várias moedas dificultava o comércio dentro do império, e por isso unificou em uma só moeda chamada dárico.

O sucessor de Dario foi o famoso Xerxes, que tentou conquistar a Grécia, mas sem sucesso, nas chamadas Guerras Médicas. O fim do império Persa se deu quando foram conquistados por Alexandre Magno, da Macedônia, exatamente quando Xerxes estava com seu exército enfraquecido por ter tentado conquistar a Grécia sem sucesso.

O que sustentava este imenso império, era o trabalho dos camponeses que livres que viviam no império e precisavam pagar impostos para o imperador. Os persas também tinham escravos, mas não eram muitos.

Religião e Arte na Pérsia

Neste Resumo dos persas, também falaremos sobre quais os Deuses que eram por este povo. Pois bem, eles acreditavam em diversos Deuses, até porque eram formados por diferentes povos que foram conquistados e que podiam manter suas crenças e costumes. Mas com o passar dos anos o Zoroastrismo foi a religião mais comum em todo o império.

O Zoroastrismo é uma religião dualista, ou seja, nela existe a entidade que representa o bem e a entidade que representa todo o mal. O bem era representado por Ormuz e o mal em Arimã. Os persas acreditavam que o fim dos tempos se daria quando Ormuz e Arimã se enfrentassem. Neste dia, seria o dia do juízo final e todos os homens seriam julgados pelos seus pecados cometidos durante a vida.
Até hoje existem povos que mantém os costumes e acreditam no Zoroastrismo.

A arte dos povos persas era algo bastante rico, principalmente sua arquitetura. Os primeiros trabalhos artísticos dos persas eram com argila e cerâmica, através de esculturas e outros artefatos. Mas depois do século VII depois de Cristo, depois da invasão árabe, a escultura perdeu lugar para a arquitetura, e aí se deu a fase esplendorosa da arquitetura da Pérsia. Acredita-se que eles construíam seus palácios através da escavação de grandes pedras.

Os primeiros exemplos das artes de decoração dos persas são de desenhos de animais e figuras femininas modeladas em argila. A produção de tecidos também era importante durante um período da civilização persa. Eles continham belos desenhos de animais, caça e vegetais sempre de forma simétrica e dentro de medalhões.

As várias manifestações artísticas da população persa remontavam bastante a política. Foram encontradas diversas representações de pessoas importantes e influentes da época.

Neste resumo dos persas, você pode ter uma ideia do que como a civilização persa nasceu e teve sua ruína.




 


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Segunda-feira, 12 de Setembro de 2016
Tiradentes

 

Há pouco mais de 200 anos Tiradentes, por ordem da rainha D. Maria I, foi enforcado, decapitado e esquartejado. Sempre evoluimos alguma coisa.

 

Negando a princípio sua participação, Tiradentes foi o único a, posteriormente, assumir toda a responsabilidade pela "inconfidência"[carece de fontes], inocentando seus companheiros. Presos, todos os inconfidentesaguardaram durante três anos pela finalização do processo. Alguns foram condenados à morte e outros aodegredo; algumas horas depois, por carta de clemência de D. Maria I, todas as sentenças foram alteradas para degredo, à exceção apenas para Tiradentes, que continuou condenado à pena capital, porém não por morte cruel como previam as Ordenações do Reino: Tiradentes foi enforcado.


 
Tiradentes Esquartejado, obra dePedro Américo (1893; Museu Mariano Procópio).

Os réus foram sentenciados pelo crime de "lesa-majestade", definida, pelas ordenações afonsinas e as Ordenações Filipinas, como traição contra o rei. Crime este comparado à hanseníase pelas Ordenações Filipinas:

-“Lesa-majestade quer dizer traição cometida contra a pessoa do Rei, ou seu Real Estado, que é tão grave e abominável crime, e que os antigos Sabedores tanto estranharam, que o comparavam à lepra; porque assim como esta enfermidade enche todo o corpo, sem nunca mais se poder curar, e empece ainda aos descendentes de quem a tem, e aos que ele conversam, pelo que é apartado da comunicação da gente: assim o erro de traição condena o que a comete, e empece e infama os que de sua linha descendem, posto que não tenham culpa.”[8]

Por igual crime de lesa-majestade, em 1759, no reinado de D. José I de Portugal, a família Távora, no processo dos Távora, havia padecido de morte cruel: tiveram os membros quebrados e foram queimados vivos, mesmo sendo os nobres mais importantes de Portugal. A Rainha Dona Maria I sofria pesadelos devido à cruel execução dos Távoras ordenado por seu pai D. José I e terminou por enlouquecer.

Em parte por ter sido o único a assumir a responsabilidade[carece de fontes], em parte, provavelmente, por ser o inconfidente de posição social mais baixa, haja vista que todos os outros ou eram mais ricos, ou detinham patente militar superior. Por esse mesmo motivo é que se cogita que Tiradentes seria um dos poucos inconfidentes que não era tido como maçom.

E assim, numa manhã de sábado, 21 de abril de 1792, Tiradentes percorreu em procissão as ruas do centro da cidade do Rio de Janeiro, no trajeto entre a cadeia pública e onde fora armado o patíbulo. O governo geral tratou de transformar aquela numa demonstração de força da coroa portuguesa, fazendo verdadeira encenação. A leitura da sentença estendeu-se por dezoito horas, após a qual houve discursos de aclamação à rainha, e o cortejo munido de verdadeira fanfarra e composta por toda a tropa local. Bóris Fausto aponta essa como uma das possíveis causas para a preservação da memória de Tiradentes, argumentando que todo esse espetáculo acabou por despertar a ira da população que presenciou o evento, quando a intenção era, ao contrário, intimidar a população para que não houvesse novas revoltas.

Executado e esquartejado, com seu sangue se lavrou a certidão de que estava cumprida a sentença, tendo sido declarados infames a sua memória e os seus descendentes. Sua cabeça foi erguida em um poste em Vila Rica, tendo sido rapidamente cooptada e nunca mais localizada; os demais restos mortais foram distribuídos ao longo do Caminho Novo: Santana de Cebolas (atual Inconfidência, distrito de Paraíba do Sul), Varginha do Lourenço, Barbacena e Queluz (antiga Carijós, atual Conselheiro Lafaiete), lugares onde fizera seus discursos revolucionários. Arrasaram a casa em que morava, jogando-se sal ao terreno para que nada lá germinasse.

 

 


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Terça-feira, 5 de Julho de 2016
Monstros #3

Mao Tsé-Tung (em chinês tradicional: 毛澤東; chinês simplificado: 毛泽东; Mao Tse-tung pela transliteraçãoWade-Giles, ou Máo Zédōng, pela pinyin; Shaoshan, 26 de dezembro de 1893Pequim, 9 de setembro de1976) foi um político, teórico, líder comunista e revolucionário chinês. Liderou a Revolução Chinesa e foi o arquiteto e fundador da República Popular da China, governando o país desde a sua criação em 1949 até sua morte em 1976[1] . Sua contribuição teórica para o marxismo-leninismo, estratégias militares, e suas políticas comunistas são conhecidas coletivamente como maoísmo.

Mao chegou ao poder comandando a Longa Marcha, formando uma frente unida com Kuomintang (KMT) durante a Guerra Sino-Japonesa para repelir uma invasão japonesa,[2] e posteriormente conduzindo o Partido Comunista Chinês até à vitória contra o generalíssimo Chiang Kai-shek do KMT na Guerra Civil Chinesa. Maorestabeleceu o controle central sobre os territórios fraturados da China, com exceção de Taiwan, e com sucessosuprimiu os opositores da nova ordem. Ele promulgou uma reforma agrária radical, usando a violência e o terror para derrubar latifundiários antes de tomar suas grandes propriedades e dividir as terras em comunas populares.[3] [4] O triunfo definitivo do Partido Comunista aconteceu depois de décadas de turbulência na China, que incluiu uma invasão brutal pelo Japão e uma prolongada guerra civil. O Partido Comunista de Mao finalmente atingiu um grau de estabilidade na China, apesar do seu período no governo ser marcado pela crise de eventos como o Grande Salto em Frente e a Revolução Cultural, com seus esforços para fechar a China ao comércio de mercado e erradicar a cultura tradicional chinesa, o que tem sido amplamente rejeitado pelos seus sucessores[1] .

Mao se intitulava "O Grande Timoneiro" e partidários[carece de fontes] continuam a sustentar que ele foi responsável por uma série de mudanças positivas que vieram à China durante seu governo de três décadas. Estas incluíram a duplicação da população escolar, proporcionando a habitação universal, abolindo odesemprego e a inflação, aumentando o acesso dos cuidados a saúde, e elevando drasticamente a expectativa de vida.[5] O seu Partido Comunista ainda domina na China continental, detém o controle dos meios de comunicação e da educação e oficialmente celebra o seu legado. Como resultado desses fatores, Mao ainda possui alta consideração por muitos chineses como um grande estrategista político, mentor militar e "salvador da nação". Os maoístas também divulgam seu papel como um teórico, estadista, poeta e visionário,[6] e os anti-revisionistas continuam a defender a maioria de suas políticas[1] . Em 1950, ele enviou o Exército de Libertação Popular para o Tibete para impor a reivindicação da China na região do Himalaia; esmagou uma revolta ali em1959; e em 1962, Mao lançou a Guerra sino-indiana. Na política externa, Mao apoiou a "revolução mundial" e, inicialmente, procurou alinhar a China com a União Soviética de Josef Stalin, o envio de forças para a Guerra da Coreia e a Primeira Guerra da Indochina, bem como auxiliando movimentos comunistas na Birmânia, Camboja, e em outros países. A China e a União Soviética divergiram após a morte de Stalin, e pouco antes da morte de Mao, a China começou sua abertura comercial com o Ocidente.

Mao continua sendo uma figura controversa na atualidade, com um legado importante e igualmente contestado. Muitos chineses acreditam também que, através de suas políticas, ele lançou os fundamentos econômicos, tecnológicos e culturais da China moderna, transformando o país de uma ultrapassada sociedade agrária em uma grande potência mundial. Além disso, Mao é visto por muitos como um poeta, filósofo e visionário. Como consequência, seu retrato continua a ser caracterizado na Praça Tiananmen e em todos as notas Renminbi.

Inversamente, no Ocidente, Mao é acusado de com seus programas sociais e políticos, como o Grande Salto Adiante e a Revolução Cultural, de causar grave fome e danos a cultura, sociedade e economia da China. Embora Mao tenha incentivado o crescimento populacional e a população chinesa quase tenha duplicado durante o período de sua liderança[7] (de cerca de 550 a mais de 900 milhões),[4] [5] suas políticas e osexpurgos políticos de seu governo entre 1949 a 1975, provocaram a morte de 50 a 70 milhões de pessoas.[8] [9] [10] [11] [12] A fome severa durante a Grande Fome Chinesa, o suicídio em massa, como resultado dasCampanhas Três-Anti e Cinco-Anti, e perseguição política durante a Campanha Antidireitista, expurgos esessões de luta, todos resultaram destes programas. Suas campanhas e suas variadas consequências catastróficas são posteriormente culpadas por danificar a cultura chinesa e a sociedade, como as relíquias históricas que foram destruídas e os locais religiosos que foram saqueados. Apesar dos objetivos declarados de Mao de combater a burocracia, incentivar a participação popular e sublinhar na China a auto-confiança serem geralmente vistos como louváveis e a rápida industrialização, que começou durante o reinado de Mao, é reconhecida por estabelecer bases para o desenvolvimento da China no final do século XX, os duros métodos que ele usou para persegui-los, incluindo tortura e execuções, têm sido amplamente repreendidos como sendo cruéis e auto-destrutivos.[4] Desde que Deng Xiaoping assumiu o poder em 1978, muitas políticas maoístas foram abandonadas em favor de reformas econômicas.

Mao é visto como uma das figuras mais influentes na história do mundo moderno,[13] e foi nomeado pela revista Time como uma das cem personalidades mais influentes do século XX.[14]

 

Guerra


 

Em 1927, Chiang Kai Shek assumiu o poder e virou-se contra os comunistas. Após a ruptura com o Kuomintang, Mao Tsé-Tung organizou um movimento revolucionário em Hunan e Jiangxi, fundando, em 1931, um soviete que se defendeu dos ataques dos aliados, adaptando tácticas de guerrilha.

Em Outubro de 1934, Mao Tsé-Tung e seu exército rompem o cerco das tropas do Kuomintang e seguem para o noroeste do país, iniciando a Grande Marcha (1934-1935) até Yanan, na província de Saanxi, transformada em nova região sob controle comunista. Essa ação espetacular reafirmou sua independência do Kuomintang e tornou Mao uma personalidade dominante do Partido Comunista Chinês.

Em 7 de julho de 1937, os japoneses invadem a China após o Incidente Lugouqiao (Incidente da Ponte de Marco Polo), o que demarca o início da II Guerra Mundial na Ásia. De 1936 a 1940, Mao Tsé-Tung fez oposição à tese dos comunistas pró-soviéticos, e conseguiu impôr o seu ponto de vista, afastando do partido os seus oponentes.

Em 1945, Mao Tsé-Tung foi confirmado oficialmente como chefe do partido, sendo nomeado presidente do Comitê Central.

Após a invasão japonesa, e no término da guerra o exército revolucionário tinha em torno de um milhão de soldados; os comunistas controlavam politicamente noventa milhões de chineses.

Após o ataque japonês à China (1937), o Partido Comunista Chinês e o Kuomintang se aliam novamente, mas com o fim da guerra, estourou, em 1946, uma guerra civil entre comunistas e nacionalistas que durou até 1949 quando o Kuomintang é finalmente derrotado.

Liderança da China 

Mao Tse-tung proclamando a fundação da República Popular da China em 1 de outubro de 1949 emPequim.

Em 1 de Outubro de 1949, proclama na Praça Tiananmen, em Pequim, a República Popular da China; em Dezembro foi proclamado presidente da república[16] .

Em 1954, após a promulgação da nova Constituição, Mao Tsé-Tung é reconduzido à presidência da República.

Após a consolidação do poder comunista, contrariando a linha soviética, Mao Tsé-Tung manteve-se fiel à ideia do desenvolvimento da luta de classes, tentando em vão, entre 1956 e 1957, na chamada Campanha das Cem Flores, dar-lhe novo impulso, através da liberdade de expressão[16] , o que acabou em perseguição àqueles que criticaram o regime durante o breve período em que foram instados a fazê-lo.

Entre 1957 e 1958, iniciou uma política de desenvolvimento chamada de Grande Salto, baseado na industrialização associada à coletivização agrária. O "Grande Salto" traduziu-se num desastre econômico que mergulhou a China numa epidemia de fome que vitimou milhões de chineses. Em virtude disso Mao Tsé-Tung foi destituído de alguns cargos e, em1959, Liu Shaoqi assumiu a chefia do Estado[16] . Apesar disso, Mao Tsé-Tung continuou influente, como ficou claro na ruptura com a União Soviética, devido a profundas diferenças nas políticas interna e externa[1] . O prestígio internacional de Mao Tsé-Tung não foi afetado, tornando-se, após a morte de Stálin, em 1953, a personalidade mais influente do comunismo internacional[15] .

Muitos dos programas sociais de Mao são indicados por críticos, tanto internos quanto externos à China, como causadores de danos severos à cultura, sociedade, economia e relações exteriores da China, como também pela morte de 42 a 70 milhões de pessoas se tornando o maior genocida de toda a história.[17]

 

A Revolução Cultural
Ver artigo principal: Revolução Cultural Chinesa

A polêmica Revolução Cultural (1966-1969), empreendida por Mao Tsé-Tung com o apoio de sua esposa, Jiang Qing, destituiu os quadros do Partido Comunista Chinês, que queriam uma linha política e econômica mais moderada. Em 1968, Mao Tsé-tung destituiu Liu Shaoqi e, em 1971, tirou do poder seu sucessor, Lin Biao. Foram criados os guardas vermelhos, que se fundamentavam no chamado Livro Vermelho, que continha citações de Mao[18] .

A Revolução levou à destruição de grande parte do património cultural tradicional da China e a prisão de um grande número de cidadãos chineses, bem como criou caos econômico e social no país. Milhões de vidas foram arruinadas durante este período, como a Revolução Cultural atuando em cada parte da vida chinesa. Estima-se que centenas de milhares, talvez milhões, morreram na violência da Revolução Cultural.[17]

Mais tarde, apoiou a política de Zhou Enlai, consolidando o crescimento econômico e ultrapassando o isolamento da China. Em 1972, recebeu o presidente dos Estados Unidos, Richard Nixon, em Pequim. Nos últimos anos de vida, com a saúde seriamente afetada, caiu sob a influência da facção radical do partido (Bando dos Quatro), organizada em torno de Jiang Qing[1] . Apesar da desmaoização iniciada após sua morte, Mao Tsé-Tung teve especial aceitação nos países doTerceiro Mundo como teórico da guerra popular revolucionária.



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Sábado, 2 de Julho de 2016
Século XX português
 

 «Alguns dos maiores feitos da humanidade tiveram lugar no século XX, e alguns dos seus piores excessos também» - escreveu S/r Martin Gilbert na abertura da sua monumental e bem conhecida História do Século XX.

Portugal pode lamentar não estar incluído na lista dos primeiros; mas também pode orgulhar-se de não ter cometido nenhum dos segundos.

Não foi o melhor dos mundos; não foi o pior dos mundos. Foi um mundo possível, cheio de mudanças, acidentes, esperanças, contrariedades, saltos em frente e recuos.

É disso que este livro trata, fornecendo ao leitor uma síntese descritiva e analítica dos caminhos políticos, sociais, económicos e até culturais seguidos por Portugal entre 1900 e o presente. O resultado final é uma viagem guiada a mais de 100 anos de história portuguesa, desde a crise da monarquia constitucional até à primeira década do século XXI, revisitando as causas do 5 de Outubro de 1910, a Primeira República, a Ditadura Militar, o Estado Novo, o PREC, a Democracia e a integração na Europa.

 

 (O Século XX Português, José Miguel Sardica, Texto editora)

 

Sou um homem do século XX português o que é  muito diferente de ser um homem do século XX francês ou alemão.

Quando o século XXI (cronológico) começou tinha 66 anos e já estava reformado: a minha vida já tinha acontecido, faltava a recta final em que me encontro.

Não podemos imaginar o que foram os horrores e a destruição de duas guerras mundiais. Os excessos cometidos pelas partes beligerantes foram praticamente iguais: a linha entre bons e maus diluiu-se algumas vezes, mas nada igualou o holocausto.

A Alemanha foi bombardeada massivamente e duas bombas atómicas atingiram o Japão.  Na China aconteceu a tragédia da revolução cultural com milhões de mortos e repressão indiscriminada sobre a população: mal soubemos que tudo isso aconteceu.

Com tantas e tão aceleradas mudanças, a vida social e cultural também tinha de mudar: em primeiro lugar, as mudanças na família com o fim do domínio masculino. A incorporação maciça da mulher nas indústrias e nos serviços deu-lhe a independência que nunca tiveram e a revolução cultural no final dos anos 60 transformaram a mentalidade do século XX.

Woodstok, o movimento hippy, o Maio de 68 em França subverterem comportamentos e valores sociais: com excepção da emancipação da mulher, o que parecia um movimento libertador também foi destruidor. A velha ordem patriarcal foi substituído pelo individualismo vazio, pela ausência de valores: “a máxima liberdade individual”, “fazer o que se entende”, não se reprimir”, “tudo já”, “sexo livre” ocasional, etc.

Os valores colectivos, a solidariedade, foram banidos: já estava tudo conquistado, era só usufruir. É o individualismo que destruiu valores caducos mas que nos destrói hoje: a era do caos. 

Ao século XX devemos muitas coisas, entre elas o Estado Providencia, a emancipação da mulher, os avanços da ciência e da medicina,  a difusão de regimes democráticos, o nível de vida sempre a aumentar e a ilusão de que esse bem estar nunca acabaria.

Tudo isto e outras coisas estão hoje em causa e não fazemos a mínima ideia do que será  o mundo ocidental (em decadência) dentro de dez ou quinze  anos. Qual o futuro dos nossos filhos, desempregados, e dos nossos netos?  Não sabemos, mas certamente não irá ser melhor.

O desmoronar deste mundo de supremacia do Ocidente começou no final dos anos 80 do século passado e alguns historiadores consideram que o século XX terminou naquela década, que assinala também a transformação de capital produtivo em capital especulativo, o inicio da globalização e o enfraquecimento dos Estados.

Salazar conseguiu isolar-nos do mundo, com extraordinária eficácia até final dos anos 60, quando uma classe média nascente viajou se demarcou do regime e contornou o isolamento em que vivíamos.

Aí começamos a ter uma ideia do nosso atraso, que afinal é secular, como um estigma apesar do muito que mudamos, mas

quando comparo os dias de hoje com os dias da minha mocidade, tudo é diferente mas não é tudo melhor. Pela lei da natureza já cá não devia estar, devo isso à medicina e às farmácias.

Vivi num mundo em que amar era quase pecado, ao namoro tinha de seguir-se o casamento e a mulher tinha de ir virgem. É-me difícil definir a mentalidade conservadora do regime de Salazar: uma paragem no tempo num século vertiginoso.

 

 

 



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Quinta-feira, 30 de Junho de 2016
Monstros #2

Stalin

(Iosif o Jossif Vissariónovich Dzhugashvili, también llamado Josef o Joseph Stalin; Gori, Georgia, 1879 - Moscú, 1953) Dirigente soviético que gobernó férreamente la URSS desde 1929 (año en que se erigió como sucesor de Lenin tras el exilio de Trotsky) hasta su fallecimiento en 1953. Al precio de una represión sanguinaria y de inmensos sacrificios impuestos a la población, Stalin logró convertir la Rusia semifeudal en una potencia económica y militar capaz de contribuir decisivamente a la victoria aliada en la Segunda Guerra Mundial (1939-1945).



En el nuevo orden de la posguerra, los Estados Unidos y la URSS se repartieron áreas de influencia; Stalin extendió su poder instaurando regímenes comunistas en la Europa del Este y alentándolos en otros países. El choque de intereses e ideologías dio lugar a la «guerra fría» entre ambas superpotencias, que continuó tras la muerte de Stalin; de hecho, el clima de tensión entre los bloques capitalista y comunista definiría el escenario internacional hasta la disolución de la URSS en 1991.

Iosif Dzhugashvili era hijo de un zapatero pobre y alcohólico de la región caucásica de Georgia, sometida a la Rusia de los zares. Quedó huérfano muy temprano y estudió en un seminario eclesiástico, de donde fue expulsado por sus ideas revolucionarias (1899). Se unió entonces a la lucha clandestina de los socialistas rusos contra el régimen zarista; cuando en 1903 se escindió el Partido Socialdemócrata, siguió a la facción bolchevique que encabezaba Lenin.

Fue un militante activo y perseguido hasta el triunfo de la Revolución bolchevique de 1917, época de la que procede su sobrenombre de Stalin («hombre de acero»). La lealtad a Lenin y la falta de ideas propias le permitieron ascender en la burocracia del partido (rebautizado como Partido Comunista), hasta llegar a secretario general en 1922.

Stalin emprendió entonces una pugna con Trotsky por la sucesión de Lenin, que, ya muy enfermo, moriría en 1924. Aunque el líder de la Revolución había indicado su preferencia por Trotsky (pues consideraba a Stalin «demasiado cruel»), Stalin maniobró aprovechando su control sobre la información y sobre el aparato del Partido, aliándose con Zinoviev y Kámenev hasta imponerse a Trotsky. La lucha por el poder se disfrazó de argumentos ideológicos, defendiendo cada bando una estrategia para consolidar el régimen comunista: la construcción del socialismo en un solo país (Stalin) contra la revolución permanente a escala mundial (Trotsky).

Pero el verdadero móvil de Stalin era la ambición de poder: una vez apartado Trotsky (al que mandó al exilio en 1929 y luego hizo asesinar en 1940), se desembarazó también del ala «izquierda» del partido (Zinoviev y Kámenev, ejecutados en 1936) y del ala «derecha» (Bujarin y Rikov, ejecutados en 1938) e instauró una sangrienta dictadura personal, apropiándose de las ideas políticas que habían sostenido sus rivales.

La URSS bajo Stalin

Stalin gobernó la Unión Soviética de forma tiránica desde los años treinta hasta su muerte, implantando el régimen más totalitario que haya existido jamás; pero también hay que atribuirle a él la realización del proyecto socioeconómico comunista en Rusia, la extensión de su modelo a otros países vecinos y la conversión de la URSS en una gran potencia.

Radicalizando las tendencias autoritarias presentes entre los bolcheviques desde la Revolución, acabó de eliminar del proyecto marxista-leninista todo rastro de ideas democráticas o emancipadoras: anuló todas las libertades, negó el más mínimo pluralismo y aterrorizó a la población instaurando un régimen policial. Dispuesto a eliminar no sólo a los discrepantes o sospechosos, sino a todo aquel que pudiera poseer algún prestigio o influencia propia, lanzó contra sus compañeros comunistas sucesivas purgas que diezmaron el partido, eliminando a la plana mayor de la Revolución.

 

Con la misma violencia impuso la colectivización forzosa de la agricultura, hizo exterminar o trasladar a pueblos enteros como castigo o para solucionar problemas de minorías nacionales, y sometió todo el sistema productivo a la estricta disciplina de una planificación central obligatoria. Con inmensas pérdidas humanas consiguió, sin embargo, un crecimiento económico espectacular, mediante los planes quinquenales: en ellos se daba prioridad a una industrialización acelerada, basada en el desarrollo de los sectores energéticos y la industria pesada, a costa de sacrificar el bienestar de la población, sometida a durísimas condiciones de trabajo y a grandes privaciones en materia de consumo.

La represión impedía que se expresara el malestar de la masa trabajadora, apenas compensada con la mejora de los servicios estatales de transporte, sanidad y educación. A este precio conseguiría Stalin convertir a la Unión Soviética en una gran potencia, capaz de ganar la Segunda Guerra Mundial (1939-1945) y de compartir la hegemonía con los Estados Unidos en el orden bipolar posterior.

De la Segunda Guerra Mundial a la «guerra fría»

Stalin fue un político ambicioso y realista, movido por consideraciones de poder y no por ideales revolucionarios. Este maquiavelismo fue más palpable en su política exterior, donde la causa del socialismo quedó sistemáticamente postergada a los intereses nacionales de Rusia (convirtiendo a los partidos comunistas extranjeros en meros instrumentos de la política exterior soviética). En los días previos a la Segunda Guerra Mundial, no tuvo reparos en firmar un pacto de no agresión con la Alemania nazi para asegurarse la tranquilidad en sus fronteras, el reparto de Polonia y la anexión de Estonia, Letonia y Lituania (Pacto Germano-Soviético de 1939).

A pesar de todo, Adolf Hitler invadió la URSS, arrastrando a Stalin a la guerra en 1941. Stalin movilizó eficazmente las energías del país apelando a sus sentimientos nacionalistas (proclamó la Gran Guerra Patriótica): organizó la evacuación de la industria de las regiones occidentales hacia los Urales, adoptando una estrategia de «tierra quemada». Con ayuda del clima, de las grandes distancias y de la lucha guerrillera de los partisanos, debilitó a los alemanes hasta recuperarse y pasar a la contraofensiva a partir de la batalla de Stalingrado (1942-1943). Después el avance ruso sería arrollador hasta llegar más allá de Berlín.

 

En la Conferencia de Teherán (1943), pactó con el primer ministro británico Winston Churchill y con el presidente norteamericano Franklin D. Roosevelt la estrategia de la guerra. Reforzado por la victoria, Stalin negoció con Estados Unidos y Gran Bretaña el orden internacional de la posguerra (Conferencias de Yalta y Postdam, 1945), obteniendo el reconocimiento de la URSS como gran potencia (con derecho de veto en la ONU, por ejemplo). Los aliados tuvieron que aceptar la influencia soviética en la Europa oriental, donde Stalin estableció un cordón de «Repúblicas populares» con regímenes comunistas satélites de la URSS.

Stalin mantuvo la inercia de la guerra, retrasando la desmovilización de su ejército hasta el momento en que pudo disponer de armas atómicas (1951) y fomentando la extensión del comunismo a países en los que existieran movimientos revolucionarios autóctonos (como Grecia, Turquía, China y Corea). La resistencia norteamericana a sus planes dio lugar a la «guerra fría», clima de tensión bipolar a escala mundial entre un bloque comunista y un bloque occidental capitalista.

Formalmente, la fase más aguda de la guerra fría terminó con la muerte de Stalin; su sucesor, Nikita Jruschov (1953-1964), impulsó la doctrina de la «coexistencia pacífica» de las dos grandes potencias, que resultó ser una ficción retórica: los conflictos abiertos o subterráneos a través de terceros países continuaron, y la guerra fría perduraría hasta la caída del muro de Berlín (1989) y la disolución de la URSS (1991). En el XX Congreso del PCUS (1956), Jruschov denunció las desviaciones ideológicas y los crímenes del periodo anterior, dando inicio, con la expulsión de los estalinistas del partido, al proceso de desestalinización del Estado.



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Sexta-feira, 24 de Junho de 2016
Monstros #1

Adolf Hitler

 


Político alemão nascido na Áustria (1889-1945). Liderou o bloco alemão durante a Segunda Guerra Mundial.

 

Adolf Hitler, considerado por muitos como um dos maiores vilões (criminosos,digo eu) da história, nasceu em 20 de abril de 1889. Seu pai chamava-se Alois Hitler e era um inspetor de alfândega da cidade de Braunau, Áustria. Como queria se tornar artista, Hitler candidatou-se em 1907 à Academia de Belas Artes de Viena. Mas não teve sorte e em 1908 seu pedido foi recusado. Como ele passava a maior parte de seu tempo livre com ocultistas e extremistas dos dois lados do espectro político, acredita-se que essa convivência tenha influenciado seu desenvolvimento intelectual e reforçado seu ódio pela classe média, principalmente por pessoas de descendência judaica.


Quando a Primeira Guerra Mundial (1914-1918) teve início, Hitler tentou entrar para o exército austríaco, mas foi rejeitado. Em seguida, ele conseguiu se alistar no exército alemão. Inclusive, devido à sua bravura, ele chegou a ganhar a Cruz de Ferro.

Mas, depois do fim da guerra, como tantos outros, ele também não conseguiu arrumar emprego. A Alemanha do pós-guerra passava por uma transformação social e o colapso da monarquia e da economia tornaram o terreno fértil para o crescimento de filosofias extremistas, que iam do comunismo ao nacionalismo. Nessa época, Hitler viajou para Munique, onde se tornou um dos primeiros membros do Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães – abreviado como Nazista.


A depressão econômica mundial, iniciada em 1929, tornou possível aos nazistas fazer avanços políticos em meio ao descontente eleitorado alemão. Aos poucos, eles passaram a ser reconhecidos como um legítimo partido político, e Hitler, que era um orador brilhante, começou a se destacar e receber vários apoios.

Em 1933, o Partido Nazista era tão poderoso que o presidente Paul von Hindenburg (1847-1934) viu-se forçado a apontar Adolf Hitler como chanceler da Alemanha. Imediatamente ele começou a se valer de sua nova posição para derrubar Hindenburg e assumir o controle ditatorial da Alemanha. Ele decidira também rearmar militarmente a Alemanha e reafirmar seus interesses territoriais na Europa.
Em março de 1938, Hitler anexou a Áustria, tornando-a parte da Alemanha. E um ano depois, em março de 1939, suas tropas tomaram o controle da Tchecoslováquia.

Embora Inglaterra e França tenham se oposto abertamente à investida alemã, elas não tomaram nenhuma iniciativa para tentar evitar uma guerra. Em 24 de agosto de 1939, a Alemanha assinou um pacto de não-agressão com a União Soviética. E no dia 1 de setembro, desferiu um ataque em grande escala sobre a Polônia. No dia 3 de setembro, Inglaterra e França declararam que o estado de guerra já se constituíra por dois dias. Era o início da Segunda Guerra Mundial (1939-1945).


Os dois primeiros anos de guerra foram marcados por grandes sucessos militares das forças alemãs. A França caiu em questão de semanas em 1940, e, embora a Inglaterra não tenha chegado a ser invadida, seu poder militar na Europa era totalmente nulo.

A dominação total de Hitler na Europa durou de 1941 a 1944, quando os aliados anglo-americanos tomaram bases importantes na França e na Itália e os exércitos soviéticos forçaram os alemães a recuar do leste europeu. No início de 1945, os alemães estavam defendendo desesperadamente seu próprio território e, em 7 de maio, a guerra estava acabada.


O espírito de Hitler entre 1939 e 1942 tinha sido o de um invencível otimismo. Seus planos eram para um Império Germânico, ou Reich, na Europa, que durasse mil anos. Para realizar seu sonho de um Reich racialmente puro, o ditador criou uma rede de crematórios para a execução em massa – holocausto - de judeus, ciganos e outros povos considerados por ele "indesejáveis".

 Entre 1943 e 1945, Hitler foi se tornando uma pessoa cada vez mais deprimida e irritada. Ele passou também a se envolver com crenças ocultas e acreditar que uma forma de magia negra, combinada com misteriosas armas secretas, poderia salvar a Alemanha da derrota. Em 30 de abril, tudo indica que, ao mesmo tempo em que exércitos soviéticos cercavam Berlim, a capital da Alemanha, Hitler, que havia se escondido numa casamata fortificada nos subterrâneos de um prédio de Berlim, assassinou Eva Braun, sua amante de longa data, com quem havia se casado pouco tempo antes, e depois tirou sua própria vida.

 



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Sexta-feira, 10 de Junho de 2016
Corsários e Piratas

 

Navios com velas desfraldadas sulcando as ondas do mar prontos para combate, abordagens e assaltos violentos, vidas e acções entrecortadas por combates de artilharia e duelos de esgrima travados corpo a corpo, tudo em prol da disputa de fantásticas riquezas que circulava, naquelas paragens.

É este o cenário de “Corsários e Piratas Portugueses” que nos traz a história de homens como Vasco da Gama, Pedro Álvares Cabral, Afonso de Albuquerque e outras figuras, descobridores de novas terras, conquistadores de praças em nome da Coroa, cuja actividade corsária ao serviço de El-Rei é praticamente desconhecida.

 

Alexandra Pelúcia, Corsários e Piratas Portugueses, editora A esfera dos Livros



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Sexta-feira, 6 de Maio de 2016
Denuncias anónimas

 

Em pleno renascimento, uma espécie de idade de ouro da cultura Ocidental, na sereníssima Veneza faziam-se denuncias anónimas à Inquisição. Bastava colocar um papel na boca do leão que também era um símbolo da cidade imperial.



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Domingo, 1 de Maio de 2016
1º. de Maio

 Em 1886, realizou-se uma manifestação de trabalhadores nas ruas de Chicago, nos Estados Unidos.[1] [2] [3]

Cartaz da Rússia, alusivo ao dia 1 de maio (Trabalhadores não têm nada a perder, mas suas correntes ... 1919).

Essa manifestação tinha como finalidade reivindicar a redução da jornada de trabalho para 8 horas diárias e teve a participação de milhares de pessoas. Nesse dia teve início uma greve geral nos Estados Unidos. No dia 3 de maio houve um pequeno levantamento que acabou com uma escaramuça com a polícia e com a morte de três manifestantes. No dia seguinte, 4 de maio, uma nova manifestação foi organizada como protesto pelos acontecimentos dos dias anteriores, tendo terminado com o lançamento de uma bomba por desconhecidos para o meio dos polícias que começavam a dispersar os manifestantes matando um agente, na rixa que se seguiu sete outros morreriam. A polícia abriu então fogo sobre a multidão, matando doze pessoas e ferindo dezenas. No seguimento cinco sindicalistas foram condenados à morte e três condenados a pena perpétua. Estes acontecimentos passaram a ser conhecidos como a Revolta de Haimarcet.[1] [4]

Três anos mais tarde, no dia 20 de junho de 1889, a segunda Internacional Socialista reunida em Paris decidiu por proposta de convocar anualmente uma manifestação com o objectivo de lutar pelas 8 horas de trabalho diário. A data escolhida foi o primeiro dia de maio, como homenagem às lutas sindicais de Chicago. Em 1 de maio de 1891 uma manifestação no norte deFrança é dispersada pela polícia resultando na morte de dez manifestantes. Esse novo drama serve para reforçar o dia como um dia de luta dos trabalhadores e meses depois a Internacional Socialista de Bruxelas proclama esse dia como dia internacional de reivindicação de condições laborais.[1] [2] [4]

Em 23 de abril de 1919 o senado francês ratifica o dia de 8 horas e proclama o dia 1 de maio desse ano dia feriado. Em 1920 a União Soviética adota o dia como feriado nacional, e este exemplo é seguido por muitos outros países.[1]

Apesar de até hoje os estadunidenses se negarem a reconhecer essa data como sendo o Dia do Trabalhador, em 1890 a luta dos trabalhadores estadunidenses conseguiu que o Congresso aprovasse que a jornada de trabalho fosse reduzida de 16 para 8 horas diárias.



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Quarta-feira, 23 de Dezembro de 2015
O que diz a História

Natal ou Dia de Natal é um feriado e festival religioso cristão[3] comemorado anualmente em 25 de Dezembro (nos países eslavos e ortodoxos cujos calendários eram baseados no calendário juliano, o Natal é comemorado no dia 7 de janeiro). A data é o centro das festas de fim de ano e da temporada de férias, sendo, no cristianismo, o marco inicial do Ciclo do Natal, que dura doze dias.[4]

Originalmente destinada a celebrar o nascimento anual do Deus Sol no solstício de inverno (natalis invicti Solis),[5] a festividade foi ressignificada pela Igreja Católica no século III para estimular a conversão dos povos pagãos sob o domínio do Império Romano[6] [7] [8] e então passou a comemorar o nascimento de Jesus de Nazaré.[9] [10]

Embora tradicionalmente seja um dia santificado cristão, o Natal é amplamente comemorado por muitos não-cristãos,[1] [11] sendo que alguns de seus costumes populares e temas comemorativos têm origens pré-cristãs ou seculares. Costumes populares modernos típicos do feriado incluem a troca de presentes e cartões, a Ceia de Natal, músicas natalinas, festas de igreja, uma refeição especial e a exibição de decorações diferentes; incluindo as árvores de Natal, pisca-piscas e guirlandas, visco, presépios e ilex. Além disso, o Papai Noel (conhecido como Pai Natal em Portugal) é uma figura mitológica popular em muitos países, associada com os presentes para crianças.[12]

Como a troca de presentes e muitos outros aspectos da festa de Natal envolvem um aumento da atividade econômica entre cristãos e não-cristãos, a festa tornou-se um acontecimento significativo e um período chave de vendas para os varejistas e para as empresas. O impacto econômico da comemoração é um fator que tem crescido de forma constante ao longo dos últimos séculos em muitas regiões do mundo.


A palavra natal do português já foi nātālis no latim, derivada do verbo nāscor (nāsceris, nāscī, nātus sum) que tem sentido de nascer. De nātālis do latim, evoluíram também natale do italiano, noël do francês, nadal do catalão, natal do castelhano, sendo que a palavra natal do castelhano foi progressivamente substituída por navidad, como nome do dia religioso.

Já a palavra Christmas, do inglês, evoluiu de Christes maesse ('Christ's mass') que quer dizer missa de Cristo.


Como adjetivo, significa também o local onde ocorreu o nascimento de alguém ou de alguma coisa. Como festa religiosa, o Natal, comemorado no dia 25 de dezembro desde o Século IV pela Igreja ocidental e desde o século V pela Igreja oriental, celebra o nascimento de Jesus Cristo e assim é o seu significado nas línguas neolatinas. Muitos historiadores localizam a primeira celebração em Roma, no ano 336 d.C, no entanto parece que os primeiros registros da celebração do Natal têm origem anterior, na Turquia, a 25 de Dezembro, já em meados do sec II[13] .

História

Mapa de países onde o Natal não é um feriado oficial.
Os primeiros indícios da comemoração de uma festa cristã litúrgica do nascimento de Jesus em 25 de dezembro é a partir do Cronógrafo de 354. Essa comemoração começou em Roma, enquanto no cristianismo oriental o nascimento de Jesus já era celebrado em conexão com a Epifania, em 6 de janeiro.[14] [15] A comemoração em 25 de dezembro foi importada para o oriente mais tarde: em Antioquia por João Crisóstomo, no final do século IV,[15] provavelmente, em 388, e em Alexandria somente no século seguinte[16] Mesmo no ocidente, a celebração da natividade de Jesus em 6 de janeiro parece ter continuado até depois de 380.[17] .

No ano 350, o Papa Júlio I levou a efeito uma investigação pormenorizada e proclamou o dia 25 de Dezembro como data oficial e o Imperador Justiniano, em 529, declarou-o feriado nacional[18] .

Muitos costumes populares associados ao Natal desenvolveram-se de forma independente da comemoração do nascimento de Jesus, com certos elementos de origens em festivais pré-cristãos que eram celebradas em torno do solstício de inverno pelas populações pagãs que foram mais tarde convertidas ao cristianismo. Estes elementos, incluindo o madeiros, do festival Yule, e a troca presentes, da Saturnália,[19] tornaram-se sincretizados ao Natal ao longo dos séculos. A atmosfera prevalecente do Natal também tem evoluído continuamente desde o início do feriado, o que foi desde um estado carnavalesca na Idade Média[20] , a um feriado orientado para a família e centrado nas crianças, introduzido na Reforma do século XIX[21] [22] . Além disso, a celebração do Natal foi proibida em mais de uma ocasião, dentro da cristandade protestante, devido a preocupações de que a data é muito pagã ou anti-bíblica[23] [24] .

Pré-cristianismo

Mosaico de Jesus como Christo Sole (Cristo, o Sol) no Mausoléu M na necrópole do século 4 sob a Basílica de São Pedro, em Roma.[25]
Dies Natalis Solis Invicti
Ver artigo principal: Sol Invicto
Dies Natalis Solis Invicti significa "aniversário do Sol Invicto".

Estudiosos modernos argumentam que esse festival foi colocado sobre a data do solstício, porque foi neste dia que o Sol voltou atrás em sua partida em direção ao o sul e provou ser "invencível".[carece de fontes] Alguns escritores cristãos primitivos ligaram o renascimento do sol com o nascimento de Jesus[10] . "Ó, quão maravilhosamente agiu Providência que naquele dia em que o sol nasceu...Cristo deveria nascer", Cipriano escreveu.[10] João Crisóstomo também comentou sobre a conexão: "Eles chamam isso de 'aniversário do invicto'. Quem de fato é tão invencível como Nosso Senhor...?"[10] .

Embora o Dies Natalis Solis Invicti seja objeto de uma grande dose de especulação acadêmica,[carece de fontes] a única fonte antiga para isso é uma menção no Cronógrafo de 354 e o estudioso moderno do Sol Steven Hijmans argumenta que não há evidência que essa celebração anteceda a do Natal:[26] "Enquanto o solstício de inverno em torno de 25 de dezembro foi bem estabelecido no calendário imperial romano, não há nenhuma evidência de que uma celebração religiosa do Sol naquele dia antecedia a celebração de Natal e nenhuma que indica que Aureliano teve parte na sua instituição"[26] .

Festivais de inverno
Ver também: Lista de festivais da Roma Antiga
Ver também: Solstício de inverno
Os festivais de inverno eram os festivais mais populares do ano em muitas culturas. Entre as razões para isso, incluí-se o fato de que menos trabalho agrícola precisava ser feito durante o inverno, devido a expectativa de melhores condições meteorológicas com a primavera que se aproximava.[27] As tradições de Natal modernas incluem: troca de presentes e folia do festival romano da Saturnália; verde, luzes e caridade do Ano Novo Romano;. madeiros do Yule e diversos alimentos de festas germânicas[28] .

A Escandinávia pagã comemorava um festival de inverno chamado Yule, realizado do final de dezembro ao período de início do janeiro. Como o Norte da Europa foi a última parte do continente a ser cristianizada, suas tradições pagãs tinham uma grande influência sobre o Natal[29] . Os escandinavos continuam a chamar o Natal de Jul.

Cristianismo
Ver artigo principal: Nascimento de Jesus

Representação da natividade de Jesus na obra Adoração dos Pastores, de Gerard van Honthorst
A principal celebração religiosa entre os membros da Igreja Católica e de diversos outros grupos cristãos é o serviço religioso da Véspera de Natal ou o da manhã do dia de Natal. Durante os quarenta dias que levam ao Natal, a Igreja Ortodoxa pratica o Jejum da Natividade, enquanto que a maioria das congregações cristãs (incluindo a Igreja Católica, a Comunhão Anglicana, muitas igrejas protestantes e os batistas) iniciam a observância da temporada litúrgica do Advento quatro domingos antes do Natal — os dois grupos entendem que o período é de limpeza espiritual e de renovação para a celebração do nascimento de Jesus.[carece de fontes]

Na teologia cristã, o nascimento de Jesus é a encarnação de Jesus como segundo Adão como realização da vontade de Deus para desfazer o dano provocado pela queda do primeiro homem, Adão. As representações artísticas da Natividade tem sido um grande tema para os artistas cristãos desde o século IV. Desde o século XIII, o presépio enfatiza a humildade de Jesus e promove uma imagem mais terna d'Ele, um importante ponto de inflexão em relação às mais antigas imagens do "Senhor e Mestre", o que acabou por influenciar o ministério pastoral do cristinianismo[30] [31] [32] .

Os evangelhos canônicos de Lucas e Mateus contam que Jesus nasceu em Belém, na província romana da Judeia de uma mãe ainda virgem. No relato do Evangelho de Lucas, José e Maria viajaram de Nazaré para Belém para comparecer a um censo e Jesus nasceu durante a viagem numa simples manjedoura[33] . Anjos o proclamaram salvador de todas as pessoas e pastores vieram adorá-lo. No relato de Mateus, astrônomos seguiram uma estrela até Belém para levar presentes a Jesus, nascido o "rei dos judeus". O rei Herodes ordena então o massacre de todos os garotos com menos de dois anos da cidade, mas a família de Jesus escapa para o Egito e depois volta para Nazaré, um evento que tradicionalmente marca o fim do período conhecido como "Natividade".[carece de fontes]



publicado por pimentaeouro às 23:57
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Terça-feira, 15 de Dezembro de 2015
Garanhões

O segredo dos escravos reprodutores

Reprodução de “Chafariz d’el Rey no séc. XVI” (pintura flamenga, 1570-80, de autor desconhecido, óleo sobre madeira, 93 x 163 cm, Coleção Berardo), onde são visíveis vários africanos a desempenhar diferentes tarefas. Na imagem mais pequena, reprodução da primeira página do documento que está na Biblioteca Nacional da Ajuda, cópia do século XVIII do original de Venturino, que relata o episódio dos escravos reprodutores de Vila Viçosa. Ao lado, imagem atual do espaço onde existiu a “ilha” no paço ducal da Casa de Bragança, então habitado por escravos. Ainda hoje os trabalhadores referem-se à zona pelo mesmo nome.

Desumanização. Documento pouco conhecido do século XVI relata criação de escravos, em Vila Viçosa, como se fossem cavalos para reprodução

A passagem foi escrita em italiano, no século XVI, e é assim que surge no espólio da Biblioteca da Ajuda. Traduzida, revela um português estranho aos leitores contemporâneos e uma realidade difícil de acreditar. “Tem criação de escravos mouros, alguns dos quais reservados unicamente para fecundação de grande número de mulheres, como garanhões, tomando-se registo deles como das raças de cavalos em Itália. Deixam essas mulheres ser montadas por quem quiserem, pois a cria pertence sempre ao dono da escrava e diz-se que são bastantes as grávidas. Não é permitido ao mouro garanhão cobrir as grávidas, sob a pena de 50 açoites, apenas cobre as que o não estão, porque depois as respetivas crias são vendidas por 30 ou 40 escudos cada uma. Destes rebanhos de fêmeas há muitos em Portugal e nas Índias, somente para a venda de crias.”

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publicado por pimentaeouro às 23:01
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