Conhece-te a ti mesmo... se puderes.

Terça-feira, 15 de Outubro de 2013
A mão do diabo #3
10%
A Mão do Diabo
Sinopse
A crise atingiu Tomás Noronha. Devido às medidas de austeridade, o historiador é despedido da faculdade e tem de se candidatar ao subsídio de desemprego. À porta do centro de emprego, Tomás é interpelado por um velho amigo do liceu perseguido por desconhecidos.

 

O fugitivo escondeu um DVD escaldante que compromete os responsáveis pela crise, mas para o encontrar Tomás terá de decifrar um criptograma enigmático.

 

O Tribunal Penal Internacional instaurou um processo aos autores da crise por crimes contra a humanidade. Para que este processo seja bem-sucedido, e apesar da perseguição implacável montada por um bando de assassinos, é imperativo que Tomás decifre o criptograma e localize o DVD com o mais perigoso segredo do mundo.

 

A verdade oculta sobre a crise.


Numa aventura vertiginosa que nos transporta ao coração mais tenebroso da alta política e finança, José Rodrigues dos Santos volta a impor-se como o grande mestre do mistério. Além de ser um romance de cortar o fôlego, A Mão do Diabo divulga informação verdadeira e revela-se um precioso guia para entender a crise, conhecer os seus autores e compreender o que nos reserva o futuro.


Veja aqui o booktrailer.


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publicado por pimentaeouro às 19:48
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Quinta-feira, 6 de Junho de 2013
Brandos costumes

 

 

“Eu, a puta de Rembrandt”, de Sylvie Matton, Editora Lyon, é um livro que recomendo. É um romance histórico sobre Rembrandt e a sua época, com grade detalhe de costumes na Holanda do século XVII, já liberta do domínio de Espanha.

Que na Holanda que viria, ou já era, a pátria da toleramcia, se praticasse atrocidades como a que é relatada neste texto causa perplexidade. Por cá a Inquisição não era mais branda e por outros países da Europa civilizada, em pleno século das Luzes, não deveria ser muito diferente: suplico em praça pública e enforcamento do cadáver.

Hoje já estaremos libertos desta desta, barbárie?

Aqui vai um excerto do livro e no blogue Livro velho está uma biografia de Rembrant:

 

“Manhãs tristes, digo para mim que não é vida para uma criadinha deitar-se na cama do amo. Devo ir-me embora, devia, digo para comigo, mas para onde ir, para Bradevoort jamais, embora sinta, por vezes, a falta da minha mãe, a sua doçura e as histórias que ela gosta de contar.

 Acho que não suportaria o cheiro das botas dos soldados. Agradeço e rezo; que nunca mais um olhar de homem sem bondade me trespasse. Como se tivesse acabado de nascer, aos 25 anos, aqui em Amesterdão, nos braços, nos odo­res, na bondade de Rembrandt van Rijn. No quarto dele, uma lareira de turfa arde durante metade da noite e o pesado tecido verde em volta da cama de dossel conserva o calor. Espreguiço--me, não quero pensar mais, feliz nos seus braços esqueço, nunca tenho frio.

Então, para me assustar, penso nas histórias de criadas expul­sas por estarem grávidas e presas em Spinhuis. Aquela de Janeke Welhoeck, criada em casa do Sr. Bickingh, na boa cidade de Edam. Edam é conhecida pela sua gentileza, foi pela gentileza que a se­reia que lá foi capturada se deixou prender.

Enquanto o seu ven­tre inchava, Janeke não disse o nome do pai. Quando teve o re-cém-nascido sobre o seu seio, murmurou o nome do filho mais velho do Sr. Bicking. Este mandou-a imediatamente prender, com a criança que chora para comer. Ela tem de confessar a mentira e sobretudo não exigir o casamento. Diz a história que ela não exi­gia nada. Invoca-Me no dia do teu sofrimento, salvar-te-ei e tu Me glorificarás.

Na prisão, ela enforca-se perante o seu bebé que acabava de arrotar. Como se a sua honra não tivesse sido lavada, para se vingar ainda da pobre rapariga, cujo filho esfomeado cho­rava por ser órfão, o Sr. Bicking exige que o cadáver da suicida seja supliciado e enforcado na praça. A morta enforcada.

Toda a simpática cidade de Edam assistiu. A história não diz se o filho do Sr. Bicking lá estava, nem se o bebé morreu de fome ou de tanto chorar.”



publicado por pimentaeouro às 19:59
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Quinta-feira, 30 de Agosto de 2012
Quem manda no mundo

«Eu faço o trabalho de Deus.» Mesmo que seja suposto ser uma piada, esta frase do diretor-executivo do Goldman Sachs, Lloyd Blankfein, resume a sede de poder de O Banco: a firma que dirige o mundo no maior secretismo. Por detrás de uma lei do silêncio que nunca alguém ousou quebrar desde a sua fundação em 1868, o Goldman, ou GS, como se diz em Wall Street ou na City londrina as duas grandes praças financeiras mundiais - pode realmente dominar o planeta? E se a resposta é «sim»... Como?

A crise económica que começou no outono de 2008 atirou o Goldman Sachs para as primeiras páginas dos jornais. O banco está em todo o lado: na falência do banco Lehman Brothers, na crise grega, na queda do euro, na resistência da finança a toda a regulação, no financiamento dos défices e até na maré negra do golfo do México.

A saga do Goldman Sachs é, na verdade, um thriller  financeiro fascinante e impla­cável, que aqui nos é revelado pelo jornalista de economia francês, Mare Roche, que entre Nova Iorque, Bruxelas, Washington e Londres, tentou compreender como funciona este feudo do dinheiro.

Sabia que o presidente do Banco Central Europeu, Mário Draghi, foi vice-presi­dente do Goldman Sachs International para a Europa entre 2002 e 2005? Ele era o «sócio» encarregado das «empresas e países soberanos», o departamento que tinha, pouco antes da sua chegada, ajudado a Grécia a maquilhar as suas contas graças ao produto financeiro «swap» sobre a dívida soberana. Que António Borges, dirigente do GS entre 2000 e 2008, foi diretor do Fundo Monetário Internacional, em 2010, funções que o levaram a supervisionar alguns dos maiores empréstimos da história da instituição: à Grécia e à Irlanda? Sabia que o atual presidente do Conselho italiano, Mário Monti, foi consultor internacional do Goldman de 2005 até à sua nomeação para a chefia do governo italiano?”

 

Do livro “Banco – Como o Goldman Sachs dirige o mundo” de Marc Roche



publicado por pimentaeouro às 15:50
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Domingo, 10 de Junho de 2012
Mafia Financeira

«Eu faço o trabalho de Deus.» Mesmo que seja suposto ser uma piada, esta frase do diretor-executivo do Goldman Sachs, Lloyd Blankfein, resume a sede de poder de O Banco: a firma que dirige o mundo no maior secretismo. Por detrás de uma lei do silêncio que nunca alguém ousou quebrar desde a sua fundação em 1868, o Goldman, ou GS, como se diz em Wall Street ou na City londrina-as duas grandes praças financeiras mundiais - pode realmente dominar o planeta? E se a resposta é «sim»... Como?

 

A crise económica que começou no outono de 2008 atirou o Goldman Sachs para as primeiras páginas dos jornais. O banco está em todo o lado: na falência do banco Lehman Brothers, na crise grega, na queda do euro, na resistência dafinançaatoda a regulação, no financiamento dos défices e até na maré negra do golfo do México.

 

A saga do Goldman Sachs é, na verdade, um thrier financeiro fascinante e impla­cável, que aqui nos é revelado pelo jornalista de economia francês, Mare Roche, que entre Nova Iorque, Bruxelas, Washington e Londres, tentou compreender como funciona este feudo do dinheiro.

 

Sabia que o presidente do Banco Central Europeu, Mário Draghi, foi vice-presi­dente do Goldman Sachs International para a Europa entre 2002 e 2005? Ele era o «sócio» encarregado das «empresas e países soberanos», o departamento que tinha, pouco antes da sua chegada, ajudado a Grécia a maquilhar as suas contas graças ao produto financeiro «swap» sobre a dívida soberana. Que António Borges, dirigente do GS entre 2000 e 2008, foi diretor do Fundo Monetário Internacional, em 2010, funções que o levaram a supervisionar alguns dos maiores empréstimos da história da instituição: à Grécia e à Irlanda? Sabia que o atual presidente do Conselho italiano, Mário Monti, foi consultor internacional do Goldman de 2005 até à sua nomeação para a chefia do governo italiano?

 


 

P.S. Contra capa do livro "O Banco como o Goldman Sachs dirige o mundo", de Marc Roche, edição A esfera dos Livros.

É uma Odisseia pelo mundo corrupto da alta finança. A não perder.

 

 

 


 

 

 

 

 

 

 

 


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publicado por pimentaeouro às 20:04
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