2 comentários:
De ónix a 8 de Junho de 2014 às 20:30
Olá João
Todos os randes amores acabam tristemente, ou quase todos. A casa da minha mãe é mesmo em frente aqui à pérgula, do outro lado da rua. Já me sentei muitas vezes neste banco de pedra.
Beijinhos e que a sua saúde esteja melhor


De pimentaeouro a 9 de Junho de 2014 às 16:12
Amiga Margarida,

A maior vitima deste amor proibido foi Julieta. O pai proibi-nos de namorar como no século XIX, uma brutalidade desnecessária.

Julieta disse-me que estávamos proibidos de namorar num pranto convulsivo, mal conseguia falar, o amor em Julieta já tinha raizes. Fiquei siderado sem saber o que fazer e o que dizer.

Até hoje não consegui esquecer aquele pranto e certamente não o esquecerei mais.

Sei que Julieta emigrou para Inglaterra, não o fez por motivos económicos, não precisava, foi um exilio do pai.

Por lá casou e há uns anos regressou com o marido e foi morar para um  lugarejo escondido nos recantos da Serra de Sintra: refugiou-se da vida.

Quem me indicou onde mora disse-me que é uma senhora muito reservada, também eu no passar dos anos fui ficando reservado.

Estive a dois passos de a encontrar mas, mais uma vez, o acaso não quis.

Do pouco que conheci de Julieta, percebi que era uma mulher inteligente e à frente do seu tempo.

Este amor proibido foi a segunda encruzilhada da minha vida, foi a minha segunda história de vida que não aconteceu: o acaso escolheu-me outro rumo.




Grande abraço.


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