Estou a terminar a leitura de um pequeno livro “A Segunda Guerra Mundial” de Gerhard Schreiber. É um monumento à barbaridade humana.
Segundo o autor houve diversas guerras dentro da Segunda Guerra Mundial e entre elas a guerra das bombas.
A iniciativa foi nazi, mas a partir de Agosto de 1 942, quando ingleses e americanos adquiriram superioridade em meios aéreos e de comunicações, os bombardeamentos tornaram-se industriais, prioritariamente sobre grandes centros urbanos, infra-estruturas industriais e de transportes.
O objectivo deliberado das duas partes consistia em aterrorizar – e massacrar – as populações civis. Nazis e Aliados em pé de igualdade! Foram mortos milhões de civis de todas as idades e arrasadas grandes cidades na Europa, ex União Soviética, China, Japão, etc.
A guerra das bombas foi uma nova forma de fazer a guerra, como nunca tinha existido no mundo, e violou todas as convenções internacionais sobre a utilização de meios aéreos.
Desde 45 para cá, a corrida aos armamentos e respectivo tráfico nunca cessaram, mas pior, a evolução tecnológica dos armamentos ultrapassa tudo o que posamos imaginar.
Paradoxalmente, podemos afirmar que os armamentos utilizados na segunda guerra mundial e a sua capacidade de morte e destruição, são hoje peças de museu!
Entre esta monstruosa parafernália de meios de destruição conta-se as bombas de fragmentação, bombas que contêm dezenas ou centenas de pequenas bombas no seu interior que se espalham cegamente por uma área de território alargada, matando e destruindo ao acaso. Uma loucura do cérebro humano.
A Convenção contra as Bombas de Fragmentação foi assinada por 107 países em Dezembro de 2 008, em Oslo, para entrar em vigor este ano. Até hoje a Convenção foi ratificada apenas por 38 países.
EUA, Rússia e China, os grandes fabricantes mundiais destas bombas não ratificaram – coerentemente – a Convenção.
Apesar de tudo isto, as bombas de fragmentação são apenas uma peque amostra do inferno que caí do céu. As guerras de hoje – EUA à cabeça – são precedidas de semanas seguidas de bombardeamentos, diurnos e nocturnos, para depois os exércitos ocuparem as ruínas.
O objectivo de aterrorizar as populações civis deve estar a atingir o seu limite.
P.S.
Na guerra do Líbano, Israel «semeou» 4 milhões destas bombas no Sul do Líbano, mas os seus dirigentes políticos e militares não foram julgados e condenados pelo Tribunal Penal Internacional.
Na Vietname os EUA lançaram milhares de bombas sobre Hanói e outros centros urbanos e milhares de toneladas de desfolhantes ( veneno) sobre as florestas do país.
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