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O século XXI é o século sem memória, o século do efémero, do instantâneo, do virtual, da desinformação, sociedades atomizadas tudo é caos e vazio.
O século XX, o meu século português não é o século dos países Ocidentais, que foi o século o horrível e do sublime, do monstruoso e do maravilhoso, do pior e do melhor da humanidade; conquistas sociais e cientificas sem paralelo na história e desigualdades também sem paralelo; toda a miséria e toda a grandeza do homem.
Nasci em 35 quando Salazar consolidava a sua ditadora e vivi num pais claustrofóbico, monótono e retrogrado, isolado do resto do mundo. Só a partir de meados dos anos 60 com a formação tímida da classe média e com a influencia nos hábitos e comportamentos trazida por milhares e milhares de turistas, Portugal começou lentamente a abrir-se à Europa.
Apesar de tudo isto prefiro o século XX ao actual, não porque tenha gostado da ditadura mas porque agora a subjugação é feita de forma sub-reptícia, avassaladora e esmagadora.
Se pudesse escolher, gostava de ter vivido no século XVIII, o século das luzes, do iluminismo; luzes que só existiam nos salões da aristocracia esclarecida, dos burgueses – o povo vivia na servidão do campo e nas trevas do analfabetismo -, e nas gazetas de circulação restrita; a idade da razão, tudo conquistas que não mudaram a sociedade da sua época mas que foram únicas no mundo até hoje.
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