7 comentários:
De redonda a 13 de Abril de 2016 às 00:53
Já tive sonhos assim (comigo foram ao mesmo tempo doces e tristes, reencontrava o J e sentia-me culpada por não ter estado com ele o tempo que tinha passado)
um beijinho
Gábi


De Ametista a 13 de Abril de 2016 às 20:58
Bonito, mas imensamente triste. Deixou-me a pensar... e pergunto ao destino a razão das separações, mas não obtenho resposta.
Amigo João, o amor é um drama quando verdadeiro. E a vida faz questão de ironizar. O que nos espera? Desejo que se dêem reencontros...

Grande abraço


De pimentaeouro a 14 de Abril de 2016 às 20:26
Cara amiga Leonor,
O acaso tem mais influencia nas nossas vidas do que pensamos e não dá resposta às nossas dúvidas e angústias, e omnisciente.
O amor é fogo que arde sem se ver, aparece sem nos avisar e retira-se sem pedir autorização, já foram dadas mil e uma definições do amor e eu não tenho nenhuma; amar e ser amado é tudo que desejamos, banalidades que todos sabem.
Quanto à tristeza, acompanha-me desde que me conheço, desde a infância e habituei-me a viver com ela.
Com pouca prudência , adiei várias coisas para realizar quando estivesse reformado mas a reforma cortou-me as pernas. Nunca imaginei que a minha velhice fosse tão amarga e dolorosa, tão triste, mais uma vez.
O tempo dos reencontros já passou.


De ónix a 21 de Abril de 2016 às 20:55
Olá João
Pedindo desculpa pela longa ausência li e reli este post que carrega por si só grande carga dramática que nos faz meditar... meditar na vida, nos desencontros, nas separações, nas ausências, no destino...e é com igual tristeza que lamento não nos termos encontrado para o tal café. Foi o tal destino? Não sei...mando-lhe um grande abraço carregado de carinho.


De pimentaeouro a 22 de Abril de 2016 às 20:27
Cara amiga
Escrevo como se estivéssemos à mesa e um café a conversar e conto com a sua paciência para me escutar.
Penso que o post Acaso responde, em parte, às suas interrogações.
Tive uma infância trister – orfão de pais vivos, uma história complicada – e uma adolescência difícil ; a mocidade vivia em Torres Novas e foi um tempo de alegrias e de solidão. Foi o tempo dos meus primeiros amores, ambos falhados, e tive a sorte de fazer parte de um grupo de jovem da minha idade, com duas excepções, que foram bons amigos. Ainda hoje recordo esse grupo com muita saudade, alguns desses amigos já faleceram, o Canais Rocha, o Fernando Canais, o meu homónimo Gonçalves, empregado do Simões da loja de fotografias e outros cujo nome não me ocorre.
Recordo Torres Novas com sentimentos contraditórios, a felicidade efémera do amor da Fernanda e da Julieta e a tristeza da solidão que se seguiu àqueles amores; com frequência a felicidade acontece no passado e não volta a repetir-se.
Apesar dos 80 anos são recordações que ainda não se apagaram num final de vida onde a memória de longo prazo vai transformando numa névoa , onde a vida vai ficando depovoada.
A hipótese de voltar a Torres Novas depende do estado de saúde da minha mulher que infelizmente não tem melhorado. Assim, também ficará por concretizar o desejo de tomarmos um café e de reencontrar velhos amigos.
Termino, agradecendo as suas confortantes palavras e retribuo com um grande abarco br> Leonor,


De ónix a 27 de Abril de 2016 às 20:17
Lamento o estado de saúde da sua mulher, lamento nem sempre ter sido feliz ao longo da sua vida...mas esta malandra muitas vezes é ingrata...mas quem sabe se o tal café nos espera, um dia destes.
Grande Beijinho. Sinceras melhoras.


De pimentaeouro a 28 de Abril de 2016 às 21:41
Na minha vida também ouve uma fase gratificante. Entre os 35 e os 60 anos tive uma vida profissional com autonomia e algum bem estar. O casamento com a minha mulher Manuel também foi gratificante e tivemos uma vida boa até adoecer. Sinto muito a falta da sua alegria de viver e da sua ternura.
Algumas vezes faço o balanço do que vivi, foi bom e foi mau como acontece à maior parte das pessoas.
Se o tal café acontecer será uma desejo realizado.
Um grande abraço e obrigado pela paciência em me escutar.


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