De ónix a 21 de Abril de 2016 às 20:55
Olá João
Pedindo desculpa pela longa ausência li e reli este post que carrega por si só grande carga dramática que nos faz meditar... meditar na vida, nos desencontros, nas separações, nas ausências, no destino...e é com igual tristeza que lamento não nos termos encontrado para o tal café. Foi o tal destino? Não sei...mando-lhe um grande abraço carregado de carinho.


De pimentaeouro a 22 de Abril de 2016 às 20:27
Cara amiga
Escrevo como se estivéssemos à mesa e um café a conversar e conto com a sua paciência para me escutar.
Penso que o post Acaso responde, em parte, às suas interrogações.
Tive uma infância trister – orfão de pais vivos, uma história complicada – e uma adolescência difícil ; a mocidade vivia em Torres Novas e foi um tempo de alegrias e de solidão. Foi o tempo dos meus primeiros amores, ambos falhados, e tive a sorte de fazer parte de um grupo de jovem da minha idade, com duas excepções, que foram bons amigos. Ainda hoje recordo esse grupo com muita saudade, alguns desses amigos já faleceram, o Canais Rocha, o Fernando Canais, o meu homónimo Gonçalves, empregado do Simões da loja de fotografias e outros cujo nome não me ocorre.
Recordo Torres Novas com sentimentos contraditórios, a felicidade efémera do amor da Fernanda e da Julieta e a tristeza da solidão que se seguiu àqueles amores; com frequência a felicidade acontece no passado e não volta a repetir-se.
Apesar dos 80 anos são recordações que ainda não se apagaram num final de vida onde a memória de longo prazo vai transformando numa névoa , onde a vida vai ficando depovoada.
A hipótese de voltar a Torres Novas depende do estado de saúde da minha mulher que infelizmente não tem melhorado. Assim, também ficará por concretizar o desejo de tomarmos um café e de reencontrar velhos amigos.
Termino, agradecendo as suas confortantes palavras e retribuo com um grande abarco br> Leonor,


De ónix a 27 de Abril de 2016 às 20:17
Lamento o estado de saúde da sua mulher, lamento nem sempre ter sido feliz ao longo da sua vida...mas esta malandra muitas vezes é ingrata...mas quem sabe se o tal café nos espera, um dia destes.
Grande Beijinho. Sinceras melhoras.


De pimentaeouro a 28 de Abril de 2016 às 21:41
Na minha vida também ouve uma fase gratificante. Entre os 35 e os 60 anos tive uma vida profissional com autonomia e algum bem estar. O casamento com a minha mulher Manuel também foi gratificante e tivemos uma vida boa até adoecer. Sinto muito a falta da sua alegria de viver e da sua ternura.
Algumas vezes faço o balanço do que vivi, foi bom e foi mau como acontece à maior parte das pessoas.
Se o tal café acontecer será uma desejo realizado.
Um grande abraço e obrigado pela paciência em me escutar.


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