Conhece-te a ti mesmo... se puderes.

Segunda-feira, 12 de Março de 2018
Não estamos sós

Esta segunda-feira, os cientistas do Instituto de Tecnologia de Tóquio, no Japão, anunciaram que foram identificados 15 novos planetas fora do Sistema Solar, a orbitar estrelas anãs vermelhas, sendo que um deles, designado de ‘Super Terra’, pode ser considerado uma ‘zona habitável’, por ter condições para ter água líquida à superfície.

A zona habitável é uma região do espaço que não é demasiado quente nem demasiado fria para a água líquida poder existir à superfície de um planeta.

O planeta em questão -  K2-155d - é o mais distante das 'Super Terras', assim designadas por serem ligeiramente maiores do que a Terra.

Já as anãs vermelhas são estrelas mais pequenas e frias, com uma temperatura à superfície inferior a 3.726ºC.

Esta descoberta, publicada na revista científica The Astronomical Journal, foi possível ser feita com base em dados recolhidos pela segunda missão da sonda Kepler, assim como observações feitas a partir de telescópios terrestres, como é o caso do Sul

 

 

Esta segunda-feira, os cientistas do Instituto de Tecnologia de Tóquio, no Japão, anunciaram que foram identificados 15 novos planetas fora do Sistema Solar, a orbitar estrelas anãs vermelhas, sendo que um deles, designado de ‘Super Terra’, pode ser considerado uma ‘zona habitável’, por ter condições para ter água líquida à superfície.

A zona habitável é uma região do espaço que não é demasiado quente nem demasiado fria para a água líquida poder existir à superfície de um planeta.

O planeta em questão -  K2-155d - é o mais distante das 'Super Terras', assim designadas por serem ligeiramente maiores do que a Terra.

Já as anãs vermelhas são estrelas mais pequenas e frias, com uma temperatura à superfície inferior a 3.726ºC.

Esta descoberta, publicada na revista científica The Astronomical Journal, foi possível ser feita com base em dados recolhidos pela segunda missão da sonda Kepler, assim como observações feitas a partir de telescópios terrestres, como é o caso do Subaru, no Havai, nos Estados Unidos, e o Telescópio Ótico Nórdico, nas Canárias, em Espanha.

 

 



publicado por pimentaeouro às 20:26
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Quarta-feira, 7 de Março de 2018
J 0023

Estrela que não devia existir foi descoberta

 

 

Foi batizada de J0023+0307 e pertence ao grupo de estrelas que nasceram praticamente desde a criação do universo. A estrela, descoberta por uma equipa do Instituto Astrofísico das Canárias (IAC), está a 9.450 anos luz de distância e acredita-se que não sobreviveu até aos nossos dias.

A revelação da "estrela primitiva" foi feita através da publicação de um artigo na revista The Astrophysical Journal Letters.

De acordo com as declarações de David Aguado, autor principal da publicação, ao jornal El País, a equipa do IAC procura "estrelas pobres em metais porque são as mais antigas da Via Láctea e contêm informações de como era o universo no início".

 

Os autores do estudo sobre a estrela recém-descoberta ficaram surpreendidos porque apresenta ter pouca quantidade de carbono. "É por isso que dizemos que essa estrela não deveria existir", explicou Carlos Allende Prieto, co-autor do trabalho.

A estrela nasceu quase nove mil milhões de anos antes do sol
 

O facto de terem descoberto J0023+0307 os leva a considerar que os modelos que reconstroem a evolução do universo podem ser melhorados, explica o jornal espanhol.

David Aguado adiantou que não será provável que haja planetas a orbitrar à volta dessa estrela estranha e antiquíssima, que nasceu quase nove mil milhões de anos antes do sol.

A recém descoberta faz parte dos objetivos da equipa do Instituto Astrofísico das Canárias, que pretende continuar a sua investigação sobre estas estrelas, de modo a reconstruir a história do universo.

Nesse sentido, querem em breve usar o Very Large Telescope, do Observatório Europeu do Sul - do qual Espanha faz parte - que está localizado no deserto de Atacama, no Chile. Um telescópio de grandes dimensões e com uma maior capacidade de análise para analisar os elementos químicos da estrela.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



publicado por pimentaeouro às 22:06
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Quinta-feira, 1 de Março de 2018
Estrelas

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 Houve um tempo em que não havia nem estrelas, nem galaxias, nem planetas, a nossa Terra também não existia e o Universo estava na era das trevas.

O universo tera «apenas» 180 milhões de anos e não 550 milhões de anos como se estinava, é muito mais novo, portanto.

O Universo terá «nascido» há 13.800 milhões de anos com o Bing Bang. São este o calculos da ciencia hoje, amanhã logo se verá.



publicado por pimentaeouro às 20:34
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Quinta-feira, 15 de Fevereiro de 2018
Há mais vida algures

 

O telescópio norte-americano Kepler detetou 95 novos planetas fora do Sistema Solar, divulgou esta quinta-feira a Universidade Técnica da Dinamarca, que participou na investigação.



publicado por pimentaeouro às 21:44
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Terça-feira, 6 de Fevereiro de 2018
Neptuno

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 Sua participação na história da astronomia é mais recente ainda que a de Urano. Sua descoberta representa um triunfo para a astronomia matemática.

Alexis Bouvard (1767 - 1843) notou várias perturbações na órbita de Urano, pois este nunca estava onde os astronomos previam. Bouvard fez novos cálculos para sua órbita levando em conta as perturbações de Saturno e Júpiter, mas mesmo assim as posições previstas não coincidiam com as reais. Então Le Verrier (1811 - 1877), astronomo francês propôs-se ao estudo do problema e concluiu que estas perturbações eram devido à existência de outro corpo numa órbita mais afastada que Urano.

 

Ele também pode deduzir sua órbita através das perturbações que causava em Urano. Assim Le Verrier pediu ao astrônomo alemão Johan Gottfried Galle (1812 - 1910) que explorasse determinada região do céu. Galle verificou que havia um corpo a menos de um grau da posição prevista por Le Verrier que não constava em nenhuma carta celeste e no dia seguinte esse corpo já havia se deslocado em relação às outras estrelas. Era Neturno.

 


OS CAMPOS MAGNÉTICOS

Quando a Voyager passou por Netuno em agosto de 1989 e detectou um campo magnético muito parecido com o de Urano, ou seja, inclinado de 50 graus com o eixo de rotação do planeta e deslocado do centro da metade do raio. Portanto, não se tratava de uma coincidência, mas sim de uma particularidade desses planetas tão parecidos em termos de seus campos magnéticos.

Uma teoria para explicar tais campos é a localização de correntes elétricas no interior do planeta. No caso da Terra os movimentos do fluido de níquel e ferro derretidos do núcleo geram as correntes e consequentemente o campo magnético. Em Júpiter e Saturno, o hidrogênio metálico é que conduz a corrente elétrica e gera o campo. Porém, em Urano e Netuno há uma quantidade maior de gelo e menos hidrogênio do que em Júpiter, por isso é possível que os núcleos desses dois planetas sejam relativamente isolantes. Mas um dínamo elétrico ainda opera no interior desses planetas, só que ao redor do núcleo e não no interior. Isso pode explicar o fato de o campo não passar pelo centro do planeta. Porém a explicação de como isso ocorre é provavelmente uma interação muito complexa entre os fluidos do interior dos dois planetas e suas rotações. Os modelos sobre a estrutura interna desse planetas são bem confiáveis. Ambos possuem núcleos constituídos de silício, ferro e outros elementos pesados em menor quantidade, que formam uma substância rochosa com propriedades físicas diferentes das conhecidas em rochas comuns.

 


ATMOSFERA SUPERIOR

A atmosfera pouco densa é formada de hidrogênio, hélio e metano, todos em estado gasoso. Apesar de estar numa das regiões mais frias do sistema solar, os fenômenos atmosféricos em Netuno são consideravelmente ativos. Este planeta possui ventos de no mínimo 1170 km/h que sopram para oeste em volta do planeta, apesar de receber 1/20 da energia solar que Júpiter recebe. Isso ocorre provavelmente pela falta de atrito da atmosfera com a superfície do planeta, como é o caso da Terra que possui montanhas e outras irregularidades da superfície que tendem a parar os ventos. Em Netuno os ventos fluem livremente com um mínimo de atrito. Por isso a pouca energia solar é suficiente para gerar tais ventos. Esses ventos provocam grandes furacões, semelhantes aos de Júpiter, entre os quais destaca-se a Grande Mancha Negra, ou GMN, um furacão do tamaho da Terra. A GMN' é um enorme buraco na atmosfera do planeta através do qual pode-se olhar mais profundamente na sua atmosfera. Cerca de k0 Km acima da Grande Mancha pode-se observar nuvens semelhantes às terrestres.

Assim como Júpiter e Saturno, Urano e Netuno também emitem mais energia do que recebem do Sol. Porém não há razão para acreditar que um deles tenha reservas térmicas bem maiores do que o outro. Netuno emite bem mais energia do que recebe e, apesar de mais distante do Sol, sua temperatura é equivalente a de Urano, cerca de -116 °C. Esse fato ainda não foi explicado.

 

Em Netuno pode-se observar as diversas cores e tonalidades nas faixas paralelas como em Júpiter e em Saturno.

 


ANÉIS

Acreditava-se na existência dos anéis desde que se detectou os anéis de Urano pela primeira vez, pois se existia anéis em Urano não havia razão para não existirem em Netuno. Com a visita da Voyager II é que se pode observá-los. Num primeiro instante em que se detectou os anéis, pensou-se não serem anéis e sim arcos de anéis, que não completavam toda a volta do planeta, mas com a aproximação da sonda viu-se que eram anéis completos. Porém, em alguns pontos a densidade de matéria era maior que em outras. Por isso, quando estava distante a sonda só pode observar alguns setores circulares dos anéis. Esse aglomerado de matéria em determinadas regiões dos anéis pode ser devido a presença de pequenos satélites.

A detecção por observações da Terra não foi possível porque os dois principais anéis são muito tênues, possuem apenas algumas dezenas de quilômetros de largura e são bem separados. Os demais anéis são bem mais tênues do que estes e os instrumentos terrestres são muito pobres para que fosse possível sua detecção. Além dos anéis existe um disco de poeira que, da mesma maneira que os anéis, está na faixa equatorial.

 


SATÉLITES

O número total de satélites passou para treze e Nereida que era o segundo em tamanho passou para terceiro, pois o 1989 N1, que por orbitar muito próximo de Netuno, não podia ser observado da Terra. Além disso o 1989 N1 e o 1989 N2 refletem apenas 6% da luz incidente o que os torna praticamente escuros.

Os demais satélites não apresentam novidades, exceto Tritão, o maior satélite de Netuno, que é pouco menor que a Lua e deveria ser tão inativo quanto a Lua, porém não foi o que se observou. Tritão se mostrou estranho desde o primeiro momento. A começar por sua órbita que está no sentido contrário a dos demais satélites e também é inclinada em relação ao equador.

 

Um outro fator estranho é que Tritão apresenta uma intensa atividade vulcânica, só que o fluido expelido é nitrogênio líquido. O satélite apresenta calotas polares recobertas de nitrogênio congelado que atingem até 3/4 da distância que vai do polo ao equador quase perfeitamente brancas, refletindo quase toda luz solar. Portanto, isso permite que Tritão seja provavelmente mais frio que Plutão. Em alguns pontos da calota existem regiões mais escuras que absorvem mais luz e se aquecem e, desse modo, aquecendo também as regiões vizinhas. Isso permite que o nitrogênio derreta e forme verdadeiros rios de nitrogênio líquido. Outro fato observado em Tritão é que as calotas apresentam muitas linhas que tendem para nordeste, que provavelmente é resultado de erupções de nitrogênio liquido que forma o lençol existente abaixo da superfície. E nessas erupções são lançados cristais de metano escurecido por toda superfície, pois são carregados pelo vento.Todos esses fatos revelam que Tritão está em constante mutação.

 


IMAGENS

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publicado por pimentaeouro às 21:55
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Sexta-feira, 15 de Setembro de 2017
A imensidão do cosmos

A sonda foi lançada ao espaço no dia 15 de outubro de 1997, entrando em órbita de Saturno a 1 de julho de 2004. A Cassini é um dos projetos mais caros, mais duradouros e mais bem-sucedidos da agência espacial norte-americana.

 

P.S.

Cassini levou quase sete anos para chegar ao planeta Saturno e para além deste ainda existem Urano e Netpuno. As distancias no espaço são simplesmente inimagináveis.



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Quarta-feira, 30 de Agosto de 2017
Florence

Resultado de imagem para asteroide florence

 

Florence' vai passar sexta-feira a cerca de sete milhões de quilómetros, sendo o maior objeto a passar tão perto da Terra desde que a NASA começou a seguir os asteroides, nos anos noventa.

O asteroide Florence, cujo diâmetro médio é de 4,35 quilómetros e é considerado "potencialmente perigoso" por causa da sua órbita e do seu tamanho, passará a cerca de sete milhões de quilómetros da Terra na sexta-feira.



publicado por pimentaeouro às 18:19
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Sexta-feira, 14 de Julho de 2017
Jupiter

 

A humanidade nunca tinha estado tão perto daquela que é uma das formações mais curiosas de Júpiter. Os dados recolhidos pela sonda deverão servir para compreender melhor a mancha, mas vão demorar "algum tempo" a analisar.



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Quinta-feira, 23 de Fevereiro de 2017
Trappist-1

 illustration of a seven planet solar system

 

Alô, alô, daqui fala planeta Terra. Este chamamento jamais existirá e é simples de perceber embora exista alguma confusão acerca de marcianos.

Trappist-1 é uma simpática estrela, bem mais pequena do que o nosso Sol, e tem, na sua órbita 7 planetas parecidos com a Terra.

Está apenas a 40 anos luz da nossa casa (378 429 218 903 240 km. )  , menos do que um grão de areia à escala cósmica. 

Provavelmente nunca chegaremos a saber se nalgum daqueles planetas existirá qualquer forma de vida,sempre diferente da nossa. Isso poderá acontecer em 3 planetas que se encontram na chamada «zona habitável», distancia em relação  à estrela que permite a existência de água, essencial à vida como nós a conhecemos.

Esta descoberta, trabalho de muitos anos, foi realizada por uma equipa internacional ( temos lá a portuguesa Catarina Fernandes) que utilizou telescópios localizados em diversos países da Terra.

Trabalho de ciclopes!



publicado por pimentaeouro às 22:08
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Quarta-feira, 4 de Janeiro de 2017
PGC 1000714

Foi localizada uma nova (e rara) galáxia

 Tem o nome de PGC 1000714 e foi descoberta a 359 milhões de anos luz de distância da Terra. A nova galáxia pertence a um grupo raro de que fazem parte apenas 0,1% das galáxias conhecidas.
 
 

A nova galáxia apresenta um núcleo elíptico rodeado por dois anéis

Cientistas da Universidade do Minesota Duluth e do Museu de Ciências Naturais da Carolina do Norte deram uma primeira descrição desta galáxia com um núcleo elíptico bem definido rodeado de dois anéis circulares. “A galáxia parece pertencer a uma classe raramente observada, do tipo Hoag”, refere um comunicado citado pela agência Efe.

“Menos de 0,1% de todas as galáxias observadas são do tipo Hoag”, indicou a autora principal do estudo, Burcin Mutlu-Pakdil, do Instituto de Astrofísica da Universidade do Minesota. As galáxias do tipo Hoag têm um núcleo circular rodeado por um anel e sem nada visível que ligue ambas as partes, enquanto a maior parte das observadas são como a Via Láctea, de forma espiral.

 

Os investigadores recolheram imagens da galáxia que apenas se pode observar com facilidade desde o hemisfério Sul, com um grande telescópio nas montanhas do Chile. Essas imagens serviram para determinar a idade das duas principais partes da galáxia: o anel exterior e o corpo central. Mas também descobriram provas de um segundo anel interior em torno do corpo central, segundo o comunicado.



publicado por pimentaeouro às 11:50
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Quinta-feira, 24 de Novembro de 2016
Calor a mais

O exoplaneta mais parecido com a Terra é um mundo infernal

Planeta rochoso tem tamanho e massa semelhantes à Terra, mas dá volta à sua estrela em apenas 8,5 horas. Resultados fazem sonhar com a descoberta de Terras em locais compatíveis com a vida.

 

Em Kepler-78b, o pôr do Sol é gigante. Imagine uma estrela a ocupar metade do céu entre o horizonte e o zénite. E ainda rochas fundidas à superfície devido a temperaturas muito altas. Kepler-78b gira a uma distância mínima do seu sol e completa uma volta em apenas 8,5 horas. Está tão perto daquela estrela que os astrónomos consideraram que pertence a uma nova classe de planetas. É um mundo quente, infernal, o oposto da nossa realidade amena, e incompatível com a vida que conhecemos. E, no entanto, duas equipas de astrofísicos fizeram, separadamente, medições deste exoplaneta e descobriram que, das centenas que já se conhecem, o Kepler-78b é o mais semelhante à Terra no tamanho, na massa e na densidade.

Os artigos com os resultados das duas equipas são publicados nesta quarta-feira na edição online da revista Nature. Uma das equipa inclui um investigador português Pedro Figueira.

Por onde começar a procurar vida noutros planetas? Os astrofísicos gostariam de começar essa procura em sítios com as características do nosso mundo. O ideal seria mesmo encontrar um planeta-irmão da Terra, de tamanho e massa semelhantes, a girar à volta de uma estrela com dimensão e idade equivalentes à do Sol e na mesma zona de habitabilidade. Ou seja, suficientemente perto da sua estrela para o calor impedir a água de congelar, mas não tão perto que a fizesse evaporar-se para o espaço.

Mas até agora, ainda não encontraram a Terra número dois.

Desde 1995, quando se descobriu o primeiro planeta fora do nosso sistema solar, já se identificaram com certeza perto de 1000 exoplanetas. Alguns deles aproximam-se daquilo que os cientistas procuram. Há exoplanetas que são super-Terras, têm duas a dez vezes a sua massa, alguns estão em regiões onde pode haver água líquida. Há outros têm massa equivalente à da Terra, mas situam-se em regiões que se adivinham mortas.

Ninguém está à espera de encontrar vida em Kepler-78b. Quando foi noticiada a sua descoberta, em Agosto deste ano, sabia-se pouco: estava a 700 anos-luz de distância, na constelação do Cisne, girava em redor de uma estrela um pouco mais pequena do que o Sol, completando uma volta em 8,5 horas. Mercúrio, a 58 milhões de quilómetros do Sol, demora 88 dias.



publicado por pimentaeouro às 17:47
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Sexta-feira, 11 de Novembro de 2016
Mais um vizinho distante

O Sistema Solar tem novo planeta gigante

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GIGANTE. O misterioso Planeta Nove terá 10 vezes a massa da Terra e duas a quatro vezes o seu diâmetro, segundo os astrónomos

FOTO PLANETUSER

É um planeta gasoso semelhante a Neptuno em termos de tamanho e composição e demora 15 mil anos a completar a sua órbita à volta do Sol, de onde dista cerca de um ano-luz (nove biliões de quilómetros). Fica localizado na Nuvem de Oort, a gigantesca nuvem com biliões de cometas nos confins do Sistema Solar

Depois de os astrónomos anunciarem, nos últimos anos, cada vez mais descobertas de planetas extrassolares na Via Láctea, ninguém esperaria que aqui bem “perto” existissem grandes planetas por descobrir. Mas a verdade é que acaba de ser confirmada por uma equipa de investigação do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech) a existência de um novo planeta gasoso gigante no Sistema Solar.

Chama-se Planeta Nove, tem 10 vezes a massa da Terra e duas a quatro vezes o seu diâmetro, sendo um planeta gasoso semelhante a Neptuno, em termos de tamanho e composição. E está situado a cerca de um ano-luz do Sol (nove biliões de quilómetros), na Nuvem de Oort, a gigantesca mancha com biliões de cometas nos confins do Sistema Solar.

Para continuar a ler o artigo, clique AQUI

 


publicado por pimentaeouro às 10:08
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Quarta-feira, 6 de Julho de 2016
Jupiter

 

 

A sonda Juno levou cinco anos a percorrer 2.800 milhões de quilometros até entrar na orbita de Jupiter. Uma proesa cientifica e tecnológia que custou 990 milhões de euros.

 

Júpiter é o maior planeta do Sistema Solar. Em seu interior caberiam todos os outros juntos.

É o quinto planeta a partir do Sol. O planeta é conhecido desde a Antiguidade e recebeu o nome do principal deus romano, Júpiter.

Júpiter tem anéis em volta de si e muitos satélites (luas) naturais: 63 luas no total.

As quatro maiores luas de Júpiter foram descobertas por Galileu Galilei em 1610 ao apontar seu telescópio para o céu e receberam nomes da mitologia: Io, Europa, Ganimedes e Calisto.

Uma observação mais detalhada do planeta, ainda assim, só pôde ser feita no século XX com o envio de sondas de exploração.

A primeira delas foi a Pioneer 10 dos Estados Unidos, mas muitas outras se seguiram e há inclusive planos para futuras sondas.

 

 Qual seu tamanho?

 
ordem de tamanho - Sol, Júpiter, Terra e Lua

Júpiter tem 142,984 km ou cerca de 11 Terras de diâmetro no equador. Isso faz com que seja cerca de um décimo do tamanho do diâmetro do Sol! Caberiam cerca de 1.400 Terras. Tem 133,709 km ou 10 Terras de diâmetro de polo a polo.

A rápida rotação de Júpiter (que gira em torno de si mesmo em menos de dez horas, em comparação com 24 horas da Terra) cria uma protuberância no equador.

O campo magnético de Júpiter é a maior do Sistema Solar. Ele tem uma cauda que se estende além da órbita de Saturno. Se pudesse ser visto da Terra, ele pareceria ser cinco vezes o tamanho da lua cheia.

Como é a superfície?

A superfície que vemos não é sólida. Este enorme planeta tem um núcleo relativamente pequeno, sólido e rochoso. Líquidos e gases rodeiam este núcleo e se misturam com a atmosfera.

Júpiter é um planeta muito nublado, venta muito e tem muitas tempestades.

Ele está sempre coberto por uma camada de nuvens, e a velocidade dos ventos, de 600 km/h são comuns.

As tempestades são visíveis como redemoinhos, faixas e manchas. A tempestade particularmente violenta, cerca de três vezes o diâmetro da Terra, é conhecida como a Grande Mancha Vermelha. Essa tempestade já existe pelo menos desde 1831, e talvez desde 1665.

A camada de nuvens é dividida em várias faixas.

As faixas mais claras são chamadas zonas, as faixas mais escuras são chamadas cinturões. As cores são causadas por pequenas mudanças na temperatura e química.

Cada faixa gira na direção oposta à das suas vizinhas. Ao longo das bordas onde as faixas se encontram, estes ventos colidem e criam padrões em espirais.

A atmosfera tempestuosa de Júpiter tem relâmpagos como na Terra. No entanto, enquanto os relâmpagos da Terra podem ser mais quentes do que 50.000ºC, a queda de raios em Júpiter pode passar de 5.000.000ºC, que é cem vezes mais do que na Terra.

 
Comparação entre os tamanhos de Júpiter e da Terra.

De que é feito?

Júpiter, junto com Saturno, Urano e Netuno, é muitas vezes chamado de gigante gasoso, porque a maioria desses planetas é feita de líquido e de gás.

A maior parte dos estudiosos concorda em dizer que Júpiter é uma grande bola de gases com um núcleo de gelo.

O interior do planeta é muito quente e a pressão enorme. Há uma camada de nuvens de amônia e não de água como na Terra, ventos muito fortes e tempestades.

A maior delas é a conhecida Grande Mancha Vermelha de Júpiter, um grande anticiclone que gira no sentido contrário ao do relógio com o tamanho de três planetas Terra.

A tempestuosa atmosfera de Júpiter tem clarões e raios como a da Terra, mas os de Júpiter podem ser cem vezes mais poderosos que os da Terra. Os raios surgem a partir da pequena quantidade de água existente na parte superior das nuvens.

 
Grande Mancha Vermelha em foto da sonda Voyager 1 de 25 de Fevereiro de 1979.

Júpiter tem alguns anéis escuros e difíceis de ver, formados de poeira mais do que gelo como os de Saturno.

São tão difíceis de ver, que até a aproximação da sonda Voyager em 1979, os cientistas não sabiam que Júpiter tinha anéis.

Os anéis se estendem por uma área grande, suficiente para atingir a órbita de duas luas mais próximas. Formaram-se a partir do choque de meteoros com essas luas e de material de cometas e outros objetos que possam ter se aproximado de Júpiter.

Já a Grande Mancha Vermelha é provavelmente a característica mais conhecida de Júpiter. Ela é conhecida desde 1831 ou pouco antes.

Trata-se de uma grande tempestade na superfície do planeta. Não é, contudo, a única a existir. Há outras menores, brancas ou vermelhas.

No ano 2000, três dessas tempestades menores se uniram e formaram uma maior, próxima da Grande Mancha Vermelha. Ela foi chamada de Oval BA ou Pequena Mancha Vermelha e desde seu surgimento, mudou de cor, deixando de ser branca e passando a ser vermelha.

Por estar muito distante da Terra, as primeiras observações em detalhes de Júpiter só puderam ser feitas após a criação do telescópio.

Foi Galileu Galilei que observou as maiores luas do planeta em 1610.

Muitos anos depois, já no século XX, satélites dos Estados Unidos foram os primeiros a passar perto do planeta: a Pioneer 10 em 1973 e as Voyager 1 e 2 em 1979. As sondas Voyager descobriram os anéis de Júpiter, várias luas e sinais de vulcões em Io.

No final do século, os astrônomos puderam observar a colisão de um cometa com o planeta, cometa Shoemaker-Levy 9, e dessa trombada puderam fazer novas descobertas.

Também foi enviada uma sonda que orbitou o planeta de 1995 a 2003, a Galileo. Outras missões estão planejadas para observação das luas, em que é possível que exista vida.

Luas

 
Io fotografada pela Galileo Orbiter NASA
 

Júpiter tem 63 luas conhecidas. As quatro maiores foram descobertas por Galileu em 1610 e por isso são chamadas de luas galileanas. São elas: Io, Europa, Ganimedes e Calisto que são nomes de personagens da mitologia associados com Júpiter.

 

 
Europa pela Voyager 2 NASA
 

Io é um pouco maior que a Lua. Tem muitos vulcões e está coberta por lava de várias cores. Io não tem muitas crateras, porque a lava as cobre depois de algum tempo e seu interior é feito de ferro e minerais.

Não há água ou gelo em Io como nas outras luas galileanas, talvez porque a lua fosse muito quente quando formada. Seu nome vem de uma mulher amada por Júpiter na mitologia romana. 

Europa por sua vez é um pouco menor que a nossa Lua. Sua superfície é coberta de gelo com algumas rachaduras visíveis. Esse gelo pode esconder um grande oceano de água com duas vezes mais água que a existente em toda a Terra.

A existência de água combinada com o calor gerado por vulcões subaquáticos poderia dar origem a vida nesta lua de Júpiter. Europa, além disso, tem uma atmosfera. Seu nome também vem da mitologia romana.

 
Ganimede visto pelo Voyager-1 NASA
 

Ganimedes é a maior lua de Júpiter e do Sistema Solar. É maior até que o planeta Mercúrio. Descobriu-se que Ganimedes tem uma magnetosfera, ou seja, uma região magnética que envolve e protege a lua de pequenas partículas.

 
Calisto pela Galileo NASA


É provável que exista também água abaixo da superfície congelada de Ganimedes. E assim como em Europa e Io, existe uma atmosfera em Ganimedes. Segundo a mitologia, Ganimedes era o copeiro dos deuses.

 

Calisto tem quase o mesmo tamanho que Mercúrio. É coberta por muitas crateras, algumas delas brilhantes. O relevo de Calisto também apresenta vales e escarpas.

Acredita-se que existam gelo e água abaixo da superfície como em outras luas de Júpiter. Da mesma forma, Calisto também possui uma fina atmosfera. Essa lua poderá, talvez, abrigar bases de exploração humanas no futuro.



publicado por pimentaeouro às 20:30
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Quarta-feira, 11 de Maio de 2016
Esperança, para quê?

Não nos servirá para nada.

NASA anuncia a descoberta da maior colecção de exoplanetas de sempre

A agência espacial norte-americana anunciou esta terça-feira a detecção de 1284 novos planetas noutros sistemas solares pelo telescópio espacial Kepler.

 
Ilustração que representa os diversos mundos descobertos noutros sistemas solares pelo telescópio espacial Kepler NASA/W. STENZEL

A agência espacial norte-americana NASA anunciou esta terça-feira que a missão do telescópio espacial Kepler conseguiu descobrir a maior colecção de planetas de sempre. No total, são 1284 novos planetas noutros sistemas solares (exoplanetas), o que significa o dobro dos planetas que já tinham sido confirmados por este telescópio. “Esta descoberta dá-nos a esperança de que, nalgum sítio ao redor de uma estrela semelhante ao nosso Sol, acabaremos por descobrir um planeta como a Terra”, refere Ellen Stofan, cientista da NASA, em comunicado da agência espacial.



publicado por pimentaeouro às 11:06
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Sábado, 7 de Maio de 2016
Nebulosa Omega

 

Esta imagem dá-nos uma perspectiva geral da região gigante de formaçao de estrelas conhecida por M 17 ou nebulosa Omega. Esta região fica na constelação do Sagitário, perto do plano da Via Láctea, a cerca de 5000 anos-luz de distância.

Estas observações, caracterizadas pelo seu grande campo de visão, elevada sensibilidade e elevada qualidade de imagem, têm como objectivo identificar estrelas de elevada massa em fase de formação e registar o seu espectro de infravermelho para um estudo físico detalhado destes objectos raros.

Estrelas de massa elevada em formação são muito mais difícieis de encontrar do que as de pequena massa como o Sol, isto porque elas vivem muito menos tempo e passam pelas diferentes fases de evolução muito mais rapidamente.

A formação de estrelas, tanto de pequena como de elevada massa, não pode ser observada na região do óptico, devido ao elevado obscurecimento provocado pela poeira existente nas nuvens onde as estrelas se formam. Daí o recurso a instrumentos sensíveis à radia - See more at: http://www.portaldoastronomo.org/npod.php#sthash.VfBCpcln.dpuf



publicado por pimentaeouro às 19:51
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