Apesar da chuva, mais de 95 mil manifestantes ocuparam durante sábado as principais avenidas de Bilbau para reivindicar, que anos depois da ETA ter terminado unilateralmente o conflito armado que tinha com o Estado espanhol, a questão dos cerca de 500 presos bascos detidos em prisões em toda a Espanha fosse discutida.

Já foi Mare nostrum hoje é o mar da morte, os naufrágios sucedem-se em crescendo com o número de mortos a aumentar todas as semanas, todos os dias.
Do lado de lá traficantes criminosos vendem por elevado preço a ilusão do El Dourado europeu a desgraçados que fogem da guerra, da violência e da fome, do lado de cá retórica, lágrimas de crocodilo, cinismo: é melhor não existirem meios de vigilância, de salvação para desistirem de se atirarem ao mar, bom argumento para os traficantes atuarem com mais impunidade e intensificarem o negócio da morte.
Vários órgãos da U.E. discutem mais meios e mais dinheiro mas ninguém quer gastar um euro com ruim defunto.
O Norte de África e o Próximo Oriente não estão separados da U.E. pelo Mediterrâneo, estão separados por um século, ou mais, de atraso económico e civilizacional; é este fosso que a U.E. não quer eliminar. A tragédia irá continuar.

O meu velho portátil Toshiba teve de ir para a enfermaria uns dias. É a velha história do gato e do rato, do ladrão e do polícia, um anda sempre à frente do outro. Com os vírus e os antivírus acontece a mesma coisa, o mal anda sempre è frente do bem e não à forma de deitar a mão aos delinquentes, tarados seja o que forem que infestam a internet.
Tudo na vida tem um preço extra e a internet também, é a segunda vez que pago esta factura.
A violência doméstica continua nos hábitos do troglodita lusitano. Até ao dia 20 deste mês 33 mulheres foram assassinadas e registaram-se 32 tentativas de homocídio. Maridos, companheiros, ex-companheiros são os autores da façanha.
Trata-se de numeros que pecam por defeito. Muitas situações de violência que antecede a tragédia são conhecidos de familiares, de autoridades, etc. e ninguém actua.
Entre marido e mulher ninguém meta a colher parece ser um ditado que não se adapta aos tempos presentes se é que se adoptou em alguma época.
Quanto mais recuamos no tempo, fiquemo-nos pelo século XX, mais mulheres assassinadas encontramos sem qualquer eco da sua tragédia, nem sequer se falava em violência doméstica, conceito que só muito recentemente começou a entrar nas nossas cabeças.
Vítimas duas vezes, pelo fim que tiveram e pelo manto de silêncio que as cobriu.
Primeiro acto
O inimaginável acaba sempre por acontecer, a realidade ultrapassa sempre a ficção: os sábios do F.M.I. declararam que a receita para combater o deficit está toda errada, que não existe austeridade virtuosa e que a dita aumenta as desigualdades sociais
Perante este mea culpa que não perdoa os crimes contra a humanidade que tem vindo a praticar, não foram despedidos e remetidos para para julgamento no Tribunal Penal Internacional.
Só na crise financeira de 2.007, na Grécia, Chipre, Portugal e Espanha lançaram no desemprego milhares de trabalhadores e lançaram na miséria milhões de pessoas.
Não se trata de um programa de recuperação mas de veneno que intoxica as sociedades e estagna as suas economias. É erva daninha que estraga tudo à volta.
A troika que aterrou na Portela para efectuar a oitava e a nova avaliações do «programa de recuperação», que nos arruinou, deveria ter sido recambiada sem sair do aeroporto.
Passos Coelho, que não aprende nada com a realidade continua a proclamar que o caminho traçado é para continuar: quer deliberadamente lançar-nos no abismo e devia ser internado no Júlio de Matos por insanidade mental.
Na União Europeia a insanidade colectiva é maior. Os seus dirigentes reafirmaram que a austeridade é para continuar e, sem o confessarem, desejam que os países do Sul abandonem a União e que vão para o inferno.
Os dirigentes políticos, voluntariamente, não passam e serventuários bem pagos ao serviço do capital financeiro.
É um teatro que tem todos os ingredientes para acabar mal.
Segundo acto
“ O Tribunal Penal Internacional instaurou um processo aos autores (especuladores financeiros ) da crise por crimes contra a humanidade…”
Do Livro A mão do Diobo, de José Rodrigues dos Santos.
Um livro que recomendo
Setenta e nove mortos e 140 feridos não chegam para prender o maquinista. Quantos mortos serão necessários?

Há muitos. Para nós, ocidentais, o mais importante é o paraíso de Adão, Eva, a serpente, e essas histórias infantis da Bíblia, mas estamos redondamente enganados, já veremos porquê. Os muçulmanos têm o seu paraíso com 700 virgens, ou muito mais, à espera de cada crente. Haverá outros párisos, algures no céu, que a minha modesta sabedoria não atingem.
Todavia, os bons paraísos encontram-se sediados na terra. À cabeça, os paraísos fiscais que recolhem no seu seio as empresas offshore, depois os paraísos dos Emiratos Árabes, autenticas histórias de Xerazade, as ilhas paradísicas do Pacífico, mais modestos os hotéis de luxo, os condomínios de luxo, com as suas limusines na garagem, etc. etc.
É na terra que existem os melhores paraísos e as histórias que nos contaram na infância, são isso mesmo, histórias para adormecer.
Existem paraísos em quase todo o planeta, na Europa à vários: impostos perto do zero, sigilo bancário à prova de bala, nunca se pergunta de onde vem o dinheiro, uma maravilha!
Chega de brincadeira que o assunto é sério, muito sério mesmo. A organização não-governamental Oxfam
estima que se encontram acumulados em paraísos fiscais cerca, ou talvez mais, 14 biliões de euros (14.000.000.000.000). Esta verba astronómica representa uma fuga aos impostos de cento e vinte milhões de euros (120.000.000.000) de euros, metade daquele valor chegava para erradicar a fome extrema em todo o planeta e a outra metade poderia reverter para programas sociais.
Este tsunami financeiro é filho legítimo da globalização e esta deu origem a diferenças sociais como nunca existiram no mundo: a globalização esvasia os Estados de uma parte da sua soberania e é igual a desastre social.
Todas as tentativas, até agora, de erradicar os paraísos fiscais, caíram em saco roto dos governos dos países mais ricos do mundo (G20) e normalmente estas coisas tem relações de causa e efeito muito estreitas.
Não consigo entender como um cérebro humano deixa de ser racional, ou dentro da «normalidade» e concebe, planeia e executa, tudo a frio, a morte de dezenas ou centenas de pessoas – o objectivo é o maior número de mortos – civis de todas as idades.
Que desarranjo funcional ocorre no cérbro para que a morte dos outros se torne num objectivo e finalidade de vida.
Habitualmente quando a polícia chega ao criminoso, todos os vizinhos ficam espantados porque parecia levar uma vida normal.
Talvez o disturbiu cerebral possa interessar a psicólogos, neurologistas, etc. mas para a sociedade o problema não é esse.
Trata-se de inimigos da sociedade que não merecem qualquer contemplação, só há uma solução: pena de morte sumária.
LINKS