Conhece-te a ti mesmo... se puderes.
a
Mossul, Iraque.
Aquele olhar acusa o mundo.

Nunca mais? A memoria dos homens é curta, muito curta e o mundo está suspenso por três ou quatro botões que desencadeiam o apocalipse.
O Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, prestou, esta sexta-feira, uma homenagem emocionada às vítimas do primeiro ataque nuclear da História numa visita inédita a Hiroshima, onde abraçou vários sobreviventes da bomba atómica.
"Há 71 anos, a morte caiu do céu", declarou o chefe de Estado norte-americano perante o memorial às vítimas da bomba atómica, largada sobre a cidade de Hiroshima às 08:15 locais de 6 de agosto de 1945.
Nesse dia, o mundo "mudou para sempre", essa bomba "demonstrou que a humanidade tem os meios para se destruir a ela própria", afirmou Barack Obama, citado pela agência France Presse.
"Porque é que viemos aqui, a Hiroshima? Viemos refletir nessa força terrível libertada num passado não tão longínquo. Viemos prestar homenagem aos mortos", acrescentou.
"As suas almas falam-nos, pedem-nos para olharmos para o fundo de nós mesmos", afirmou ainda Barack Obama.
"Os progressos tecnológicos sem progresso significam que as instituições humanas podem ser-nos fatais. A revolução científica que nos conduziu à fissão do átomo apela também a uma revolução moral", rematou.
A homenagem de Barack Obama é não só dirigida às mais de 210 mil vítimas japonesas dos dois bombardeamentos nucleares que colocaram um ponto final à Segunda Guerra mundial, mas ao conjunto das vítimas do mais nefasto conflito da história da humanidade.
A 06 de agosto de 1945, a força aérea norte-americana largava sobre Hiroshima a primeira bomba atómica da história e três dias mais tarde repetia a ação sobre Nagasaki. A utilização da arma, fruto do "Projeto Manhattan", desenvolvido no maior dos secretismos durante anos, determinou a capitulação do Japão e o fim da Segunda Guerra.
Barack Obama, nascido 16 anos depois, é o primeiro Presidente norte-americano em exercício a visitar o Parque da Paz. Richard Nixon visitou o local em 1964, antes da sua eleição; Jimmy Carter também ali esteve em 1984, muitos anos depois de deixar a Casa Branca.
Leia mais: Obama abraçou sobreviventes de Hiroshima http://www.jn.pt/mundo/interior/obama-recorda-em-hiroshima-o-dia-em-que-a-morte-caiu-do-ceu-5195873.html#ixzz49tSXxnYw
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Um homem de 47 (?) anos, informático de profissão, assassinou à facada a mulher, uma filha de 16 anos e ainda agredio com gravidade a filha masi nosa de 13 anos. Três mulheres vitimas de violência doméstica de uma assentada. A lista negra de mulheres vitimas de violência doméstica aumenta todos os anos.
Não sei o que se passa noutras países da Europa mas algo vai mal na cabeça de muitos portugueses: a linha divisória entre razão e loucura parece ser muito débil, mas é uma loucura sem perdão. Ninguem sabe quando um homem normal, ou que parece normal, ultrapassa a barreira da razão.
Estou a terminar a leitura de um pequeno livro “A Segunda Guerra Mundial” de Gerhard Schreiber. É um monumento à barbaridade humana.
Segundo o autor houve diversas guerras dentro da Segunda Guerra Mundial e entre elas a guerra das bombas.
A iniciativa foi nazi, mas a partir de Agosto de 1 942, quando ingleses e americanos adquiriram superioridade em meios aéreos e de comunicações, os bombardeamentos tornaram-se industriais, prioritariamente sobre grandes centros urbanos, infra-estruturas industriais e de transportes.
O objectivo deliberado das duas partes consistia em aterrorizar – e massacrar – as populações civis. Nazis e Aliados em pé de igualdade! Foram mortos milhões de civis de todas as idades e arrasadas grandes cidades na Europa, ex União Soviética, China, Japão, etc.
A guerra das bombas foi uma nova forma de fazer a guerra, como nunca tinha existido no mundo, e violou todas as convenções internacionais sobre a utilização de meios aéreos.
Desde 45 para cá, a corrida aos armamentos e respectivo tráfico nunca cessaram, mas pior, a evolução tecnológica dos armamentos ultrapassa tudo o que posamos imaginar.
Paradoxalmente, podemos afirmar que os armamentos utilizados na segunda guerra mundial e a sua capacidade de morte e destruição, são hoje peças de museu!
Entre esta monstruosa parafernália de meios de destruição conta-se as bombas de fragmentação, bombas que contêm dezenas ou centenas de pequenas bombas no seu interior que se espalham cegamente por uma área de território alargada, matando e destruindo ao acaso. Uma loucura do cérebro humano.
A Convenção contra as Bombas de Fragmentação foi assinada por 107 países em Dezembro de 2 008, em Oslo, para entrar em vigor este ano. Até hoje a Convenção foi ratificada apenas por 38 países.
EUA, Rússia e China, os grandes fabricantes mundiais destas bombas não ratificaram – coerentemente – a Convenção.
Apesar de tudo isto, as bombas de fragmentação são apenas uma peque amostra do inferno que caí do céu. As guerras de hoje – EUA à cabeça – são precedidas de semanas seguidas de bombardeamentos, diurnos e nocturnos, para depois os exércitos ocuparem as ruínas.
O objectivo de aterrorizar as populações civis deve estar a atingir o seu limite.
P.S.
Na guerra do Líbano, Israel «semeou» 4 milhões destas bombas no Sul do Líbano, mas os seus dirigentes políticos e militares não foram julgados e condenados pelo Tribunal Penal Internacional.
Na Vietname os EUA lançaram milhares de bombas sobre Hanói e outros centros urbanos e milhares de toneladas de desfolhantes ( veneno) sobre as florestas do país.